TAAG e sindicatos fazem cedências nas negociações

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TAAG e sindicatos fazem cedências nas negociações

A informação foi avançada ontem pelo director do Gabinete de Comunicação Institucional Imprensa (GCII)?da TAAG que declarou ao Jornal de Angola não se ter chegado, ainda, “a um denominador comum em todos os pontos em discussão”.
Carlos Vicente insistiu em que têm-se registado “avanços significativos” no sentido da TAAG responder de forma positiva a “alguns dos pontos constantes no caderno reivindicativo”, sem indicar quais, manifestando crença “num bom desfecho do processo negocial”. 
“O caderno reivindicativo remetido à TAAG foi alvo de uma análise substancial, pelo que acredito que se vai chegar a um ‘bom porto’”, afirmou o responsável, sublinhando que as duas partes têm sido flexíveis nas suas posições”.
Carlos Vicente atribuiu a ameaça de greve à perda do poder de compra dos salários devido à desvalorização do kwanza, o que “torna a vida mais difícil” e tende a elevar as reivindicações dos profissionais da companhia.
No contexto das empresas angolanas, afirmou o director do GCII, nem sempre é possível as empresas efectuarem reajustes salariais na medida da depreciação do kwanza, devido à situação económica que o país enfrenta e até mesmo as da companhia, confrontada por excesso de pessoal, à dívida e falta de divisas.
“A maior parte das receitas da empresa é em moeda nacional e as despesas em divisas, o que deixa a TAAG em permanente aflição face à impossibilidade de obter dólares ou euros”, notou Carlos Vicente.
Comunicado do SPLA
Num comunicado enviado ontem ao Jornal de Angola, a Direcção do Sindicato dos Pilotos de Linha Aérea (SPLA) afirma que o processo negocial já se arrasta há mais de sete anos e que a Administração da companhia violou de forme constante os acordos laborais a que chegaram as partes.
Em 2005, foi celebrado um acordo laboral que o SPLA considera o único documento legal em vigor que define o quadro remuneratório, direitos, regalias sociais, seguros, condições de reforma e deveres dos pilotos, de um lado, e da companhia, do outro.
Neste acordo, prossegue o documento, o salário base, as horas de voo, bem como as ajudas de custo para voos ao exterior do país estão definidos em dólares, como referência para o processamento em kwanzas. 
Actualmente as horas de voo são pagas ao câmbio de 165 kwanzas por dólar (a actual do mercado primário é 365 kwanza), quando já existem entendimentos desde 2013 para serem pagas no câmbio formal vigente na altura da liquidação.
Em 2012, um novo caderno reivindicativo resultou em entendimentos pontuais, mas ficou inconclusivo por indisponibilidade da Administração da TAAG, em situações que se repetiram em 2016 e 2018, neste último caso, envolvendo o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, como signatário. 
Estes acordos previam a continuação das negociações calendarizadas até Fevereiro de 2019, pelo que o SPLA consideram não restar outra alternativa aos filiados que não seja o levantamento da suspensão da greve declarada em 2018.
Em termos de salário, o documento afirma existir tratamento desigual, ha-vendo pilotos com salários superiores no desempenho das mesmas funções e na mesma aeronave, situação a que os filiados exigem que seja eliminada.

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