Steve Bannon tentou uma aliança com o FBI quando estava na Casa Branca

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O incidente, considerado pouco habitual, foi abordado pela equipa de Robert Mueller mas não consta do relatório redigido pelo procurador especial.

Quando era conselheiro de Donald Trump, ainda no primeiro mês da sua presidência, Steve Bannon reuniu-se com duas figuras de topo na hierarquia do FBI e tentou estabelecer uma aliança com a autoridade, avança o The Guardian.

Bannon terá pedido a Andrew McCabe, então diretor adjunto do FBI, e a Bill Priestap, o diretor adjunto de contra-inteligência, para colocarem “para trás as suas diferenças” com a Casa Branca e disse-lhes que faziam todos parte da mesma equipa.O encontro aconteceu um dia depois de Trump ter pedido a James Comey, então diretor do FBI, para lhe prestar lealdade.

A conversa entre Bannon, McCabe e Priestap foi incluída depois num relatório de McCabee e foi posteriormente abordada quando a equipa do procurador especial Robert Mueller falou com Steve Bannon, segundo fontes citadas pelo The Guardian. No entanto, o incidente não consta do relatório que Muller elaborou sobre a sua investigação relativamente à interferência russa nas eleições de 2016.

Não fica claro quais são as “diferenças” a que o então conselheiro de Trump se referia. Mas na altura deste encontro a equipa de Donald Trump estava a gerir as informações de que Michael Flynn, que era conselheiro de Segurança Nacional, tinha mentido ao FBI sobre a discussão de sanções com o embaixador russo nos Estados Unidos.

Analistas legais consideram que a conversa entre Bannon e os dois responsáveis do FBI é algo pouco habitual por parte de um conselheiro da Casa Branca, principalmente numa altura em que a administração Trump enfrentava escrutínio.

“Este é o tipo de conduta que arrisca acusações de obstrução à justiça. Não se fazem comentários públicos, não se contacta o FBI ou alguém do Departamento de Justiça sobre uma investigação pendente, e a razão é que esses contactos podem ser vistos como obstrução à justiça. Quando se diz ‘estamos todos na mesma equipa’, o que é que isso significa?”, questiona Richard Painter, advogado de ética da Casa Branca durante a presidência de George W. Bush.

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