SSP prepara-se para “matar” saudades dos fãs no Festival Sons do Atlântico

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SSP prepara-se para “matar” saudades dos fãs no Festival Sons do Atlântico

Os sucessos “Não vale apena”, “Olhos café”, “Deus”, “Canta Comigo essa keta”, “Chama por mim”, entre outros, fazem parte do guião artístico preparado pelo grupo SSP para o seu reaparecimento público durante o Festival Sons do Atlântico a ter lugar no dia 6 deste mês, sábado, na Baia de Luanda.

O quarteto prepara o seu retorno aos palcos, cinco anos depois da última actuação no Show Unitel, com um cardápio musical no qual se inclui ainda “Eu só quero te amar”, “Etu mwangola”, “É bom”, “Táctica lírica”, “Abandalho”, “Te quiero”, “Playa”, que marcou a era SSP (começo da década 90 a 2000) sob batuta de Big Nelo, Jeff Brown, Kudy e Paul G.

A cerca de três semanas que os integrantes do grupo têm no estúdio da Da Banda o seu quartel-general para preparar e ensaiar os passos/compassos, a melodia e se entrosando com a banda para que nada falhe no dia do espectáculo, onde esperam comprovar, mais uma vez, que ainda têm espaço no mercado musical angolano.

Pioneiros do hip hop em Angola e génese do surgimento de alguns nomes no mercado da música jovem, Big Nelo, Jeff Brown, Kudy e Paul G olham para o físico e para a componente musical para uma actividade de uma hora, em que terão a dura missão de mostrar que continuam na boca do povo quando se fala do rap no país.

Apostados em dar o melhor a legião de fãs espalhados pelo país, com particular realce para os localizados na capital angolana-Luanda, os jovens/senhores olham para todos os aspectos técnicos e sincronização com a banda, pois fazem questão de subir ao palco para uma actuação ao vivo e não em Play back.

Os quatro afirmaram, em entrevista à Angop, que estão preparados para o que der e vier, tendo sempre em foco uma actuação destinada a satisfazer os fãs, levando-os a recordar e matar a saudade de um tempo em que o rap angolano era experimental.

Big Nelo mostrou-se satisfeito pelo facto de o grupo SSP continuar a fazer furor nos palcos do país, razão pela qual tudo farão para não decepcionar o público.

“As pessoas querem ouvir a música que marcou os anos 90 e que influenciou muitos adolescentes e jovens a cantar. Sentimo-nos felizes por fazermos parte de uma era, termos marcado uma época e termos as nossas impressões digitais no mundo da música em Angola”, reforçou o artista.

Paul G diz que o SSP vai continuar a levar a emoção ao público nas datas importantes do país e sempre que forem solicitados para o efeito.

O músico adianta que é uma excelente oportunidade para medirem a pulsação do público, procurando, desta forma, reencontrar-se com os consumidores do rap made in Angola.

Fundado na década de 1990, o grupo SSP produziu três discos, nomeadamente “99% de Amor”, “Alfa” e “Odisseia”.

Já com apenas Big Nelo e Jeff Brown, após a saída de Paul G e Kudy, em 2000, os fãs foram brindados com os discos “Amor e Ódio” e “Momentos da Trajectória”.

O grupo conquistou os prémios de melhor álbum e melhor grupo de hip-hop, em 1997, com o disco “99% de Amor”, pela Rádio Luanda, bem como melhor álbum e grupo de hip-hop/rap de Angola com “Odisseia” pela RTP/África.

Ainda com este disco ganharam o prémio Vidisco, em 1999 e, com o álbum “Alfa”, conquistaram os prémios de melhor disco, grupo hip-hop/rap e melhor marketing, em 2000.

Em 2002 foi considerado melhor grupo de música moderna no concurso Moda Luanda.

Fonte: ANGOP/BA

 

 

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