Sistema reprodutor feminino elimina espermatozóides indesejados após sexo

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Ao contrário do que pensamos, o espermatozóide mais rápido nem sempre chega primeiro. Na verdade, vários produtos químicos no sistema reprodutor feminino também podem determinar quais os espermatozóides que são bem-sucedidos. Estes são os resultados de um novo estudo publicado esta quarta-feira na revista Proceedings of the Royal Society B.

“Todo o sistema reprodutor feminino parece ter evoluído para filtrar os espermatozóides ‘indesejados’”, disse a professora de biologia da University of Eastern Finland e co-autora do estudo, Jukka Kekäläinen, à CNN.

Mais especificamente, o colo do útero atua como uma espécie de segurança reprodutiva, rejeitando espermatozóides ‘mais fracos’ e auxiliando aqueles com a maior probabilidade de sobrevivência.

Para testar a função seletiva do órgão, a equipa combinou todas as variações possíveis do fluido cervical de nove mulheres com o esperma de oito homens e, em seguida, comparou a taxa de finalização dos ‘nadadores’ com o genótipo de cada participante. Eles descobriram que os espermatozóides mais compatíveis eram também os menos semelhantes geneticamente ao óvulo.

De acordo como o estudo, o fenómeno pode ser atribuído ao facto de que “quanto mais diversos são esses genes, mais diversos são os tipos de infeçõesque pode combater”, explicou John Fitzpatrick, professor associado do departamento de zoologia da Universidade de Estocolmo, na Suécia. “Se o seu parceiro tem uma combinação ligeiramente diferente desses genes, então vai conseguir lutar contra uma gama ainda mais ampla de patógenos e doenças”.

Então, sim, a diversidade é a maior força do esperma. Mais importante ainda, a pesquisa revolucionária poderia ajudar os médicos a diagnosticar com mais precisão por que certos casais não conseguem conceber.

Fonte: Lifestyle ao Minuto

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