Sindika Dokolo acusado de crime de fraude fiscal e branqueamento de capitais

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Sindika Dokolo marido e sócio de Isabel dos Santos é um dos gizados na grande reportagem da última edição da Revista Sábado. Contra Sindika Dokolo decorre um processo crime em Portugal com o número 1591/19, no qual é acusado de fraude fiscal e branqueamento de capitais, por operações suspeitas que levaram o bloqueio das contas no EuroBic. Buscas na Zona Franca da Madeira e foi identificado dinheiro com origem numa multinacional chinesa.

Segundo a revista, o Ministério Público Português suspeita que as contas de Sindika no EuroBic, sejam utilizadas para fazer passar fundos de sociedades comerciais não manifestados fiscalmente, a que Sindika Dokolo e um amigo de juventude, considerado o pivô financeiro dos negócios de Sindika no Dubai, Paris e Londres, eram os beneficiários utilizando para o efeito contratos e faturas sem correspondência com a realidade, interpondo entidades offshores, factos suscetíveis de integrar a prática de crimes de fraude fiscal qualificada.

A juntar a este a suspeita de fraude, segundo a revista, está o facto do Ministério Público Português ter encontrado também indícios de crime de branqueamento de capitais em Portugal, porque identificou operações bancárias suspeitas no EuroBic, concretizadas através de contas de sociedades, alegadamente, controladas por Sindika e Isabel dos Santos.

Segundo os documentos do Ministério Público, a que a Sábado acedeu, os investigadores estão especialmente interessados em perceber a razão de ser, de uma transferência de cerca de 1,9 milhões de dólares, ocorrida em julho de 2019.

A origem do dinheiro foi de uma sociedade chinesa que, integrou em 2018, o consórcio com uma entidade controlada por Isabel dos Santos, a que foi adjudicada em 2015 pelo Governo Angolano liderado por “José Eduardo dos Santos”, a construção da Barragem de Caculo Cabaça, num negócio avaliado em 4 mil milhões de euros.

A reportagem da revista Sábado, faz ainda referência a ligações a Cabo-Verde e EuroBic, por onde circulava o dinheiro, por via de várias sociedades mas que eram detidas por Sindika Dokolo.

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