Sílvia Lutucuta: Todas pessoas em quarentena são rastreadas esta semana

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Um rastreio de todas as pessoas em quarentena institucional e domiciliar será realizado esta semana pelo Ministério da Saúde, anunciou, ontem, em Luanda, a titular do sector, Sílvia Lutucuta.

Em declarações à imprensa, a ministra da Saúde revelou que estão em quarentena institucional 886 pessoas, das quais 535 em Luanda. A governante referiu que, no total, já foram realizados 231 testes, mas acrescentou que, com aquisição de mais material de testagem, a perspectiva é fazer entre 50 a 100 testes por dia. Sívia Lutucuta garantiu que o país não corre o risco de ter testes falsos provenientes da China, como ocorreu com a Espanha, na medida em que foram comprados a empresas certificadas.

Sílvia Lutucuta anunciou o registo do quinto caso positivo de Covid-19 no país, detectado num paciente do sexo masculino, de 54 anos, proveniente do Brasil. O teste a este homem, consta de uma amostra feita a 16 pacientes, numa altura em que no Instituto Nacional de Investigação em Saúde estão a ser testadas 62 amostras. A ministra voltou afirmar a importância do cumprimento rigoroso do afastamento social imposto pelo Estado de Emergência, para que se possa ter uma noção geral da doença no país, durante os próximos dias.

Estado de Emergência

O incumprimento do Estado de Emergência, decretado, na sexta-feira, pelo Presidente da República, João Lourenço, pode colocar o país numa situação de “catástrofe pandémica”, alertou a ministra da Saúde.
Sílvia Lutucuta, que falava em conferência de imprensa, em que anunciou o registo do quinto caso positivo do Covid-19 no país, frisou que é preciso aprender com o exemplo de países como a Itália, onde o incumprimento do isolamento social, determinado pelo Governo, provocou o surgimento de milhares de casos positivos e óbitos por Covid-19.
A governante sublinhou que o cumprimento, individual e colectivo, do Estado de Emergência vai permitir cortar a cadeia de contágio do vírus em pouco tempo, bem como evitar o surgimento de casos nas comunidades. Sílvia Lutucuta pediu calma à população e disse que, nesse momento de emergência, é necessário uma reflexão profunda sobre a situação no país. “Os angolanos não querem mais doenças. Já temos outras epidemias contra com que lutar e não vamos fazer introduzir o Covid-19 à escala de outras realidades, reforçou a ministra, que espera que a experiência extrema do Covid-19, ocorrida em Itália, Portugal e Estados Unidos da América, não ocorra no nosso país. “Não gostaria que acontecesse em Angola, nem noutras nações”, afrimou.
Sílvia Lutucuta lembrou que a infecção causada por coronavírus é grave, e altamente contagiosa e, caso não haja cumprimento das medidas de protecção colectiva e individual, será impossível obter resultados satisfatórios.
Dois dias depois da entrada em vigor do Estado de Emergência, referiu a ministra da Saúde, foi ainda possível ver pessoas que levavam as vidas nas ruas com normalidade, mesmo sabendo da situação de emergência que o país vive. Sílvia Lutukuta recordou que o Covid-19 está a causar um impacto social e económico negativo em todo o mundo e a colocar em situação difícil até as grandes economias. “Por isso, a prevenção é a melhor solução para o problema”, disse.

Texto: Jornal de Angola

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