Senegal substitui Camarões na organização do Torneio Pré-Olímpico Africano em andebol sénior feminino

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Senegal é o país que substitui os Camarões na organização do Torneio Pré-Olímpico Africano em andebol sénior feminino, a decorrer de 27 a 29 de Setembro, qualificativo para os Jogos Olímpicos de Tóquio’2020, segundo o site da Confederação (CAHB).

O Jornal de Angola apurou junto do vice-presidente da CAHB e presidente da Federação Angolana, Pedro Godinho, as razões da mudança.

“Infelizmente, aquele país não dispõe de condições para acolher o pré-olímpico. Tivemos de engendrar um plano “B”. Angola já albergou em 2015. A solução encontrada foi realizá-lo no Senegal”, escláreceu o dirigente.
Angola, Senegal, Congo Democrático e Camarões são as selecções que discutem o apuramento. As Pérolas procuram a sétima presença consecutiva nos Jogos.
Depois de Atlanta’1996, Sydney’2000, Atenas’2004, Pequim’2008, Londres’2012 e Rio’2016, as comandadas do seleccionador nacional Morten Soubak ambicionam manter a tradição. Assegurar presença nos Jogos é,para o “sete” nacional, uma questão de honra, pretensão reforçada com a última prestação, onde alcançou um inédito oitavo lugar.

Pérolas e senegalesas são as principais candidatas

Angola (campeã), a par do Senegal (finalista vencido) são candidatas ao triunfo, por conta do que ambas produziram no CAN.
O “sete” nacional no último pré-olímpico disputado no Pavilhão Principal da Cidadela, em Março de 2015, derrotou o Senegal (38-21), Congo Democrático (36-28)e Tunísia (26-23).
Albertina Kassoma, Jogadora Mais Valiosa (MVP), Isabel Guialo”Belinha”, Janeth Santos, Teresa Almeida “Bá”, Magda Cazanga, Aznaide Carlos e Joana Costa, destaques no Africano de Brazzaville, podem merecer a confiança do técnico dinamarquês.
Do leque de opções devem figurar Helena Paulo, Cristina Branca, Liliana Venâncio, Elizabeth Cailo “Jú”, Claudeth José, Helena Sousa, Suzeth Cazanga, Wuta Dombaxi, Vilma Neganga, Natália Bernardo (MVP’ 2016), Dalva Perez e Juliana Machado.
Para o conjunto senegalês, estar em Tóquio’2020, é a realização de um sonho. Assia Germain (guarda-redes), Awa Diop (ponta) e Hawa Ndiaye (pivô), Niacalin Kante, Amina Sankhare e Hadja Cisse (laterais) e Nimetigna Keita (central), são as peças fundamentais do técnico francês, Frederic Bougeant.
As congolesas democráticas também estão na corrida, mas precisam de transfigurar-se, pois a missão afigura-se “espinhosa”. A meia-distância, Christiane Mwasesa, jogadora do 1º de Agosto, é a mais referenciada.
Camarões é teoricamente o elo mais “fraco” do “quarteto”. Ao desperdiçarem a oportunidade de jogar em casa as camaronesas terão mais dificuldades para se impor e deste modo garantir presença nas olimpíadas.

Fonte: JA/LD

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Sobre o autor

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Eliseu Augusto Botelho é jornalista da Televisão Pública de Angola desde Dezembro e 1999. Foi editor do 1º Jornal e do Jornal Nacional, ambos na TPA2 e Coordenador do Jornal da Tarde e co-coordenador do Telejornal, ambos na TPA1. Já foi chefe de redacção do Centro de Produção da TPA em Caxito-Bengo. Actualmente exerce a função de jornalista na Direcção de Multimédia da TPA, cuja tarefa é gerir os conteúdos publicados nas várias páginas do facebook da estação e no seu site oficial. Tem o curso médio de Jornalismo do IMEL e várias formações em Angola e Portugal com professroes, Angolanos, Brasileiros e Portugueses. É licenciado em Relações Internacionais, pelo Instituto Superior de Relações Internacionais, afecto ao Ministério das Relações Exteriores da República de Angola.

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