SADC condena actos de instabilidade na região

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O presidente em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Filipe Nyusi, afirmou esta terça-feira que os países membros da organização vão continuar a preservar a paz e rejeitam todas as manifestações de instabilidade, incluindo o terrorismo e o extremismo.

“Por isso, inspirados no Dia da Libertação da África Austral e no heroísmo dos que tombaram pela nossa liberdade, continuaremos a preservar com zelo a nossa paz, rejeitando, colectivamente, todas as manifestações de instabilidade, incluindo o terrorismo e o extremismo na nossa região. Lutaremos firmemente para que o atraso e a pobreza sejam relegados para a história”, salientou.

Em alusão ao Dia da Libertação da África Austral, que hoje se assinala, o também Presidente da República de Moçambique lembrou que, há 33 anos, milhares de filhos e filhas valentes da África Austral entregaram as suas vidas numa batalha que marcou o ponto de viragem no processo de libertação total da região do colonialismo e de regimes minoritários.

“Hoje, comemoramos o Dia da Libertação da África Austral, data que coincide com o fim da batalha do Cuito Cuanavale, Sul de Angola, uma das mais intensas campanhas de guerra convencional em que as forças armadas do hediondo regime segregacionista da África do Sul (“apartheid” ) foram derrotadas, abrindo caminho para negociações, que culminariam com a independência da Namíbia e a libertação da África do Sul e total da região da África Austral”, referiu.

Filipe Nyusi justificou na sua mensagem que, com a efeméride, a SADC rende a homenagem merecida aos homens e mulheres que tudo deram, sacrificando a sua juventude e a sua própria vida para que hoje a região desfrute da liberdade, condição para a paz, progresso e bem-estar que todos os Estados Membros, que estão empenhados em alcançar, no quadro do Tratado da organização.

No dia 23 de Março, disse, a organização presta, igualmente, tributo aos visionários líderes da região que, ao fundarem a SADC, demonstraram o mais elevado grau de Pan-africanismo.

“Recordamos com muita gratidão esses líderes fundadores cujos países abdicaram do conforto das suas independências, aceitando privações e sacrifícios, porque não se consideravam independentes, enquanto houvesse povos subjugados pelo colonialismo e por regimes minoritários”, afirmou.

Progressos rumo ao Plano Estratégico

Recordou que, em 2020, a SADC completou 40 anos orgulhosa das conquistas alcançadas, sobretudo, nas frentes política, social e económica, o que torna a região numa das mais pacíficas e estáveis do continente africano.

Neste sentido, Filipe Nyusi felicitou os Estados-Membros que assumiram a liderança no processo de incorporação da História da Libertação da África Austral nos seus currículos escolares, pelo que lançou um apelo para que todos da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral sigam o mesmo exemplo.

“Façamos da comemoração do Dia da Libertação da África Austral, um momento de reflexão e de determinação para todos os Estados Membros e cada um dos seus cidadãos se empenhe na construção da SADC, preconizada na Visão 2020-2050 e Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional 2020-2030”, acrescentou.

O 23 de Março foi instituído Dia da Libertação da África Austral em 2018, em Windhoek, Namíbia, durante a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da SADC.

O dia 23 de Março de 1988 marca o fim da Batalha do Cuito Cuanavale, no Sudeste de Angola, onde as então FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola) e as FAR (Forças Armadas Revolucionárias, de Cuba) defrontaram o exército da maior potência militar regional, a África do Sul, e as ex-forças da UNITA.

A vitória das FAPLA e FAR nesta batalha representou uma viragem decisiva na África Austral, em prol do progresso, da paz e libertação dos povos africanos oprimidos pelo regime do apartheid.

Criada a 17 de Agosto de 1992, em Windhoek, a SADC tem como objectivo promover o crescimento e desenvolvimento económico e sustentável, aliviar a pobreza, aumentar a qualidade de vida dos povos da região e prover auxílio aos mais desfavorecidos.

Integram a organização Angola, África do Sul, Botswana, República Democrática do Congo, Ilhas Comores, Eswatini, Lesotho, Madagáscar, Malawi, Ilhas Maurícias, Moçambique, Namíbia, Ilhas Seychelles, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.

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