Reajuste salarial no CFL depende do aumento de receitas

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O reajuste dos salários dos trabalhadores do Caminho de Ferro de Luanda (CFL), na ordem de 80%, está dependente da criação de novos negócios que permitam aumentar a facturação da empresa, informou nesta sexta-feira o seu presidente, Júlio Bango.

O aumento do salário em 80 por cento constitui umas das exigências dos 19 pontos do caderno reivindicativo, apresentado pelo sindicato, que obrigou em Janeiro último a paralisação total da circulação dos comboios do CFL.

Depois de 14 dias de greve, entidade patronal e sindicato, com mediação do Ministério de tutela, chegaram na altura a um entendimento, para que os comboios voltassem a circular, com o compromisso da empresa resolver o problema salarial até 31 de Março.

Nesta sexta-feira, o presidente do conselho de administração do CFL, Júlio Bango, anunciou em conferência de imprensa que a empresa continua sem capacidade financeira para dar resposta às exigências do sindicato, sobretudo o aumento salarial de 80 por cento, feitas em Janeiro último.

O gestor esclareceu que a empresa não depende do Orçamento do Estado, apesar de beneficiar de um subsídio operacional, daí a necessidade da criação de novos negócios, como o transporte de combustíveis, recursos minerais, florestais e agrícolas, para elevar as receitas da empresa.

Explicou que o CFL tem um contrato com a Sonangol, para transporte do combustível a Malanje, estando reflectido neste plano de negócios a execução de um ramal na Boavista (Luanda) para o enchimento directo no oleoduto para as cisternas.

Disse estar já em curso a reabilitação do ramal que liga a estação terminal de Malanje para o centro de estocagem na mesma província numa de extensão dez quilómetros.

A empresa vai trabalhar na revisão do ramal que liga a linha geral do Lucala para a central de estocagem de combustível, com o objectivo de servir o Uige e Zaire, e a de Malanje que ligará as Lundas Norte e Sul.

A concretização destes projectos, disse, exigiria maior frequência do transporte de cisternas de combustíveis para esses dois pontos.
Em relação aos 19 pontos apresentados pelo sindicato dos trabalhadores, a administração do CFL já satisfez 18, faltando apenas o aumento salarial, razão pela qual o presidente desaconselha a adesão dos funcionários a uma nova greve, por não ajudar a empresa a produzir receitas que necessita para se ultrapassar os problemas.

Em Janeiro último, o secretário-geral da CGSILA, Jacinto Gaspar, ponderou a possibilidade dos seus filiados retomarem a greve, caso não houvesse até 31 de Março uma resposta favorável.

O CFL realiza diariamente 17 viagens de comboio suburbano de passageiros por dia, onde transporta nos três serviços, perto de seis mil pessoas, que pagam 500 kwanzas em primeira classe, 200 na segunda classe e 30 na terceira classe.
Além do suburbano, o CFL realiza viagens de Luanda ao Cuanza Norte e Malanje.

Fonte: Angop/LD

 

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Sobre o autor

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Eliseu Augusto Botelho é jornalista da Televisão Pública de Angola desde Dezembro e 1999. Foi editor do 1º Jornal e do Jornal Nacional, ambos na TPA2 e Coordenador do Jornal da Tarde e co-coordenador do Telejornal, ambos na TPA1. Já foi chefe de redacção do Centro de Produção da TPA em Caxito-Bengo. Actualmente exerce a função de jornalista na Direcção de Multimédia da TPA, cuja tarefa é gerir os conteúdos publicados nas várias páginas do facebook da estação e no seu site oficial. Tem o curso médio de Jornalismo do IMEL e várias formações em Angola e Portugal com professroes, Angolanos, Brasileiros e Portugueses. É licenciado em Relações Internacionais, pelo Instituto Superior de Relações Internacionais, afecto ao Ministério das Relações Exteriores da República de Angola.

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