RDC: Naufrágio faz dezenas de mortos e centenas de passageiros estão desaparecidos

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Pelo menos 30 pessoas morreram no naufrágio de uma embarcação com mais de 350 pessoas a bordo no Lago Mai-Ndombe, no sudoeste da República Democrática do Congo (RDC), temendo-se, segundo relatos da imprensa local, que o balanço das vítimas mortais possa ascender às centenas.

Apesar de os acidentes com embarcações sobrelotadas serem comuns na RDC, este pode vir a revelar-se como um dos mais graves de sempre se os receios das autoridades locais se vierem a confirmar, porque a piroga com motor, de grandes dimensões mas rudimentar, que servia as margens do Lago Mai-Ndombe, que dá nome à província com a mesma designação, seguia literalmente apinhada de passageiros, ultrapassando em muito a lotação máxima.

Mbo Wemba, autarca de Inongo, capital da província de Mai-Ndombe, disse aos jornalistas que as equipas de socorro que chegaram ao local logo após o naufrágio retiraram os corpos de 12 mulheres, 11 crianças e sete homens das águas, mas lembrou que no barco seguiam mais de 350 pessoas.
Segundo relataram aos media locais alguns dos elementos das equipas de salvamento enviadas para o local, a piroga terá sido apanhada por um súbito temporal acabando por não resistir e capotar.

O balanço de vítimas ainda era provisório seis horas após o acidente, mas Mbo Wemba admitiu que “vai ser muito difícil saber com precisão quantas pessoas seguiam a bordo”, porque, justificou, “muitas destas pessoas seriam imigrantes ilegais” e ainda porque “o barco seguia com a sua lotação máxima largamente ultrapassada” e com a quase total ausência de equipamento de salvação, como coletes salva-vidas e bóias.

Citado pelas agências, o autarca de Inongo avançou ainda que entre os passageiros do “ferry” naufragado estavam dezenas de professores que se deslocavam à cidade para receberem os seus salários através do lago porque as estradas na região são praticamente inexistentes ou impossíveis de transitar.

Nas horas seguintes ao acidente, que ocorreu no Domingo, ao final do dia, cerca de 150 pessoas tinham sido resgatadas ou tinham conseguido chegar à margem a nadar, visto que o naufrágio ocorreu próximo do local de destino, Lukanga, proveniente de Inongo.

O transporte fluvial é dos mais usados no país porque este é atravessado por centenas de rios e também porque a generalidade das estradas existentes foram sendo destruídas pelo abandono ao longo dos últimos anos, a ponto de apenas restarem cerca de 20% das vias rodoviárias que faziam parte do mapa do país antes da independência.

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