Quinta turbina de Laúca em operação comercial

0

A quinta unidade geradora de energia eléctrica, das seis previstas na central principal da barragem de Laúca (Malanje) entrou, sexta-feira, em operação comercial, elevando a sua capacidade para 1670 megawatts (MW), soube a Angop.

Com este passo dado, a capacidade instalada na central de Laúca (Malanje) passa de 1336 MW para 1670 MW, devendo totalizar 2070 MW com a sua conclusão, incluindo a Central Ecológica, até o final do primeiro semestre de 2020, de  acordo com uma  nota do Gabinete de Aproveitamento do Médio Kwanza (GAMEK).

A capacidade de produção actual, acrescida das restantes centrais hidroeléctricas do Médio Kwanza (Cambambe e Capanda), dos aproveitamentos hidroeléctricos das Mabubas e do Lomaum, da central do ciclo combinado do Soyo e de algumas poucas centrais térmicas, permitiu  a  interligação de  um  total de 10 províncias.

Trata-se das províncias do Zaire, Uíge, Malanje, Bengo, Luanda, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Huambo, Bié e Benguela,  que  estão interligadas na Rede Nacional de Transporte, de acordo com o GAMEK.

Actualmente, a barragem hidroeléctrica de Laúca actua com destaque na estabilidade do Sistema Eléctrico Nacional.

“Com o aumento da capacidade de produção de energia limpa e barata, como é o caso das hidroeléctricas, facilitará cada vez mais a extensão do sistema eléctrico para o sul do país”, lê-se  na nota assinada pelo director  geral  do GAMEK,  Fernando Barros  Gonga.

Agora, perspectiva-se a integração das províncias  da  Huíla e Namibe, nde  serão beneficiados novos consumidores, potenciando o crescimento económico nacional, com a  redução  dos custos de produção energética.

O Presidente da República, João Lourenço, reafirmou, recentemente, em Luanda, a implementação do projecto de interligação do sistema eléctrico Norte/Centro/Sul do país a partir da barragem de Laúca.

Em entrevista à Televisão Pública de Angola (TPA) e ao Novo Jornal, o Chefe do Executivo afirmou que a intenção é dar respostas às necessidades das províncias da Huíla e do Namibe.

A interligação vai ser assegurada por via da construção de uma linha entre o Gove (Huambo) e a Matala, uma vez que este município huilano e a capital, Lubango, já têm uma ligação, bem como do Lubango à cidade de Moçâmedes (Namibe), podendo transportar para as ambas as localidades mais de 150 megawatts, trabalho que poderá ser feito em um ano.

Fonte: ANGOP/BA

Share.

Deixar uma opinião

%d bloggers like this: