Protocolo da CAF coloca 1º de Agosto em perigo

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À espera do desfecho do jogo com o Namungo FC da Tanzânia, cancelado por decisão das autoridades sanitárias angolanas, o 1º de Agosto arrisca-se a averbar derrota (0-2), ao abrigo da alínea b) do protocolo da Confederação Africana de Futebol (CAF), para as competições continentais no contexto da pandemia da Covid-19, que impôs um novo normal à população mundial.

Previsto para ontem às 17h00, no Estádio Nacional 11 Novembro, a disputa do desafio referente à primeira “mão” do “play-off” de acesso à fase de grupos da Taça da Confederação foi inviabilizada, pelo facto de cinco dos  integrantes da delegação tanzaniana, nomeadamente quatro atletas, terem testado positivo à Covid-19, após o desembarque no aeroporto internacional  4 de Fevereiro.

Alinhada com a FIFA, a CAF tornou público, a 11 de Novembro passado, um aditamento às regras do jogo, de modo a regular a competição, num cenário de casos de coronavirus nos plantéis. Deste modo, ficou definido, na alínea a), que se uma equipa não tiver um mínimo de 11 jogadores, incluindo um guarda-redes, mais quatro suplentes, é derrotada por 2-0.

O documento diz a seguir que se uma equipa não viajar, alegadamente por causa da Covid, ou o país impor restrições de entrada ao adversário, também perde pelo mesmo resultado. Os militares do Rio Seco, detentores dos últimos quatro títulos do Girabola, afastados da corrida à Liga dos Clubes Campeões, pelos sul-africanos do Kaizer Chiefs, estão à mercê da decisão do organismo reitor da modalidade no continente.

Ensaio de medidas

O 1º de Agosto volta a estar envolvido na aplicação de medidas de combate à propagação da pandemia, no desporto. Depois de terem ficado duas semanas em quarentena institucional, totalizando um mês sem competir, por defrontarem um representante da África do Sul, país assolado pela nova estirpe do vírus, ainda por controlar, os rubro e negros vêm agora o primeiro jogo cancelado devido à existência de casos positivos de Covid-19 no plantel adversário.

Técnicos das autoridades sanitárias do país, com base no “pensamento epidemiológico”,   desaconselham a comparação entre passageiros de voos comerciais, companheiros ocasionais, a partir de um aeroporto, com integrantes de uma delegação desportiva, que passam vários dias juntos. Defendem que na segunda situação é maior o risco de infecção após um teste negativo.

No entanto, o protocolo utilizado para o Girabola afasta apenas o atleta testado positivo, por forma a que o jogo seja realizado com os que estiverem livres da Covid-19. Surge aqui uma clara contradição, dado o facto de os jogadores das equipas nacionais também passarem muitas horas juntos.

Ministério da Juventude e Desportos assume decisão

O Jornal de Angola apurou ontem, de fonte próxima à Comissão Interministerial, que o Ministério da Juventude e Desportos ficou com a responsabilidade de informar o can- celamento do jogo e esclarecer a situação. O contra-tempo foi reportado sábado à CAF, pela direcção do clube angolano, mal terminou a reunião técnica.

A resposta da Confederação surgiu no mesmo dia, a dar conta de que tomou conhecimento e que tomaria uma decisão. Na secretaria está igualmente o desfecho do jogo Wydad de Casablanca-Kaizer Chiefs, não disputado face à recusa das autoridades marroquinas em concederem vistos à delegação do clube sul-africano, que à luz do regulamento vigente terá vitória atribuída.

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