Privatizações angolanas controladas pelo Banco Mundial

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O Governo de Angola contratou o Banco Mundial (BM) como consultor estratégico para o processo de privatização de 195 empresas, no qual 32 estão classificadas como empresas de referência nacional, anunciou, em Luanda, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior.

Manuel Nunes Júnior, que falava no ato de apresentação pública do Programa de Privatizações de Angola 2019-2022, justificou que a contratação do BM deve-se “à complexidade de todo este processo e o facto de se tratar de uma instituição com uma grande experiência internacional no domínio das privatizações”.

O ministro referiu que a alienação dos ativos do Estado, no âmbito do programa, obedecerá a várias fases e procedimentos, tendo em conta o facto de o programa fazer parte de um processo mais amplo de reestruturação do setor empresarial público.

“Com essa medida, pretende-se não apenas promover a iniciativa privada, como também garantir que ali onde o Estado estiver presente seja eficiente e acrescente valor ao processo de criação de riqueza no país”, indicou o governante, sublinhando que com “este processo de privatizações de um conjunto de activos do Estado, que se encontram paralisadas ou a funcionar muito abaixo das suas capacidades poderão, com uma gestão de melhor qualidade, melhorar a sua eficiência e contribuir de modo mais efectivo para o aumento da produção nacional, para o aumento do emprego, para a substituição de importações e diversificação das exportações, no âmbito do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição de. Importações (Prodesi)”.

Neste processo, segundo o ministro, ao Estado caberá reforçar o seu potencial de órgão regulador e coordenador do processo de desenvolvimento do país, para o setor privado ser o motor do crescimento económico de Angola.

Fonte: Plataformamedia/BA

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