Presidente quer celeridade na construção de refinarias

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Na cerimónia em que deu posse ao novo Conselho de Administração da petrolífera estatal Sonangol, João Lourenço disse: “sabemos que está em curso o processo para tornar este sonho realidade, o que gostaria de vos pedir é que imprimissem uma outra velocidade neste processo em curso.”
João Lourenço admitiu, em relação ao cenário de escassez de combustíveis que o país tem vivido nos últimos dias, “ser precisamente nestes momentos que nos recordamos da imperiosa necessidade de o país ter capacidade de refinar os seus próprios produtos derivados do petróleo bruto.
“O importante é que o país tenha e crie capacidades para produzir diesel, gasolina, lubrificantes e outros derivados do petróleo, e se torne auto-suficiente para as suas necessidades e exporte os excedentes”, destacou o Chefe de Estado.
João Lourenço considerou que, entre as diferentes missões da responsabilidade da Sonangol, “sem sombra de dúvidas que esta deve ser considerada a prioritária.”
O Presidente da República lembrou que a cerimónia de posse do novo Conselho de Administração da Sonangol é realizada num momento em que o país acabou de vivenciar uma situação difícil em termos de fornecimento de derivados do petróleo.
“Gostaríamos imenso que não voltasse a se repetir. Estamos a falar da escassez de combustíveis, que durante alguns dias se verificou em praticamente em todo o território nacional”, salientou o Titular do Poder Executivo.João Lourenço disse que “tal como o sangue que corre nas nossas veias e que nos faz viver, o combustível é para um país o sangue que faz mover a economia e faz com que o bem-estar dos cidadãos seja garantido.”
“Foi um momento difícil que, infelizmente, passámos, mas é a vocês, novo Conselho de Administração da Sonangol, a quem depositamos a esperança de que, com o vosso trabalho, com modéstia, com espírito de equipa, façam tudo para que jamais se repitam os momentos difíceis que acabamos de atravessar”, apelou.
O Presidente da República deu posse a Sebastião Pai Querido Martins ao cargo de presidente do Conselho de Administração da Sonangol, que integra os administradores executivos António de Sousa Fernandes, Baltazar Agostinho Miguel, Jorge Barros Vinhas, Josina Marília Mendes Baião, Luís Ferreira do Nascimento Maria e Osvaldo Salvador Macaia. Os administradores não-executivos são André Lelo, José Gime, Lopo do Nascimento e Marcolino Moco.
A recente nomeação surge na sequência da exoneração do Conselho de Administração da Sonangol, que era liderado por Carlos Saturnino, desde 2017, e integrava, como administradores executivos Sebastião Pai Querido Martins, Luís Ferreira do Nascimento Maria, Carlos de Carvalho Pinto, Rosário Fernando Isaac, Baltazar Agostinho Gonçalves Miguel e Alice Marisa Pinto da Cruz. O anterior conselho integrava ainda como administradores não-executivos José Gime, André Lelo, Lopo do Nascimento e Marcolino Moco.

Sincronia institucional

O novo presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Martins, defendeu ontem que as preocupações do Executivo devem ser as da empresa, numa referência à necessidade de sincronia ou articulação entre a petrolífera e os órgãos do Executivo.

Peso dos subsídios

O novo Conselho de Administração considera que assumiu a gestão da Sonangol num momento difícil e a meio de um programa de regeneração. A juntar-se aos muitos aspectos a serem estudados, os novos gestores devem trabalhar com o Executivo para estudar a melhor metodologia para retirar os subsídios aos combustíveis, que pesa à tesouraria da petrolífera angolana, segundo Sebastião Martins.
“Estamos a trabalhar com o Executivo no sentido de ver até que ponto os subsídios aos combustíveis podem ser aligeirados, uma vez que a empresa tem estado numa situação em que a parte dos subsídios pesa bastante na nossa tesouraria”, admitiu Sebastião Martins, acrescentando que já se tem trabalhado com o Executivo para se encontrar a melhor solução possível.

Aumento do preço dos combustíveis em concertação

Os preços dos combustíveis podem aumentar nos próximos tempos, admitiu o presidente do Conselho de Administração da Sonangol. Sebastião Martins sublinhou, no entanto, que, por enquanto, esta é uma questão que deve ser vista numa perspectiva de concertação entre Executivo e a empresa.
“A concertação já está a ocorrer. O objectivo é que, no final de tudo, os preços ajustados sejam equilibrados quer para os cofres do Estado quer para o consumidor final. “A situação já está a ser estudada e trabalhada de modo conjunto com o Executivo e, inclusive, a própria Sonangol, para que o produto seja colocado à disposição do mercado, porque entendemos que este é um produto fundamental para qualquer sociedade”, disse o responsável.
Sebastião Martins não avançou quanto deve ser o preço e a data para a entrada em vigor do novo preço dos combustíveis, mas assegurou que “o certo é que tem de ser um preço que satisfaça financeiramente os cofres do Estado sem que a população seja penalizada”.
À imprensa, o gestor prometeu articulação permanente com os diferentes sectores para assegurar a distribuição eficaz dos combustíveis. “Vamos fazer com que intensifiquemos muito mais a comunicação”, disse.

Fonte: JA/BA

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