População afectada pela seca no Cunene beneficia de abastecimento de água

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Pelo menos 249 mil e 189 pessoas afectadas pela seca na província do Cunene têm beneficiado de abastecimento regular de água potável para suprir a carência deste líquido resultante da falta de chuva nos últimos três meses, indicou terça-feira o comandante do Serviço de Protecção Civil, Paulo Calunga.

Em declaração à Angop, o responsável sublinhou que o fornecimento é feito por três camiões cisterna que abastecem os reservatórios de água instalados nas áreas afectadas pela seca nos municipios do Cuanhama, Ombadja, Namacunde, Curoca e Cahama.

“A distribuição de água potável visa minimizar a falta desse bem, uma vez que as chimpacas se encontram secas”, explicou.

A par desta intervenção das autoridades locais, prosseguiu, há já também acções a nível central manifestadas com a visita, a 29 de Janeiro deste ano, de uma comissão multissectorial, encabeçada pelo ministro da Administração do Território e Reforma do Estado, Adão de Almeida, que avaliou as consequências da seca na província e tomou medidas urgentes com o envio ao Cunene ainda neste mês, de um lote de bens alimentares arroz, fuba, óleo, feijão, açúcar e sabão.

Consta também das medidas imediatas no domínio das águas, a abertura de mais furos subterrâneos e a reparação dos inoperantes, bem como a construção de novos reservatórios.

Quanto a saúde, o Executivo prevê o envio de mais medicamentos para tratamento da água não tratada.

A seca no Cunene é um problema cíclico, cuja solução definitiva, na óptica dos especialistas, passa pela construção de canais abertos junto dos rios que circundam a província, de modo a que as populações nas zonas rurais deixem de depender unicamente das chuvas para a agricultura, consumo humano e para os animais.

Segundo dados do Censo de 2014, no Cunene 68 por cento dos agregados familiares dedicam-se à agricultura e a pecuária.

Fonte: Angop/LD

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