Políticos de peso na UNITA com Adalberto Costa Júnior

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No manifesto, que pode ser encontrado nas redes sociais e confirmado ao Jornal de Angola por um dos integrantes, constam ainda nomes como dos deputados Arlete Chimbinda e Maurílio Luiele, os generais João Baptista Vindes e Peregrino Isidro Wambu Chindondo, Piedoso Chipindo Bonga, António Urbano “Chassanha”, Faustino Mumbika, Victorino Hossi (antigo ministro do Comércio no Governo de Unidade e Reconciliação Nacional – GURN) e Esmael Seteko Sakaita Savimbi, filho do fundador da UNITA.


Os subscritores do documento sustentam o seu apoio com o facto de Adalberto Costa Júnior, actual presidente do grupo parlamentar da UNITA, ter história de participação na luta do partido. Dizem ainda que o deputado vem fazendo um longo “percurso de militância constante e consequente”, além de que tem contado com o “reconhecimento e a confiança dos angolanos dentro e fora do partido”.
”Vamos elegê-lo presidente da UNITA. Fazemo-lo porque confiamos nele, tal como o presidente fundador, Dr. Jonas Savimbi, e o cessante, Isaías Samakuva, nele confiaram diversas missões de capital importância para a sobrevivência e o desenvolvimento do projecto UNITA, que desempenhou com patriotismo, zelo e dedicação”, sublinham os apoiantes, que defendem ter chegado o momento de promover a juventude para a liderança do partido.
O próximo presidente da UNITA é eleito durante o XIII Congresso Ordinário do partido, que se realiza entre 13 e 15 de Novembro. 


Além de Adalberto Costa Júnior, já manifestaram a intenção de concorrer à liderança da UNITA o 1º vice-presidente do Grupo Parlamentar, José Pedro Kachiungo, e o general na reserva e antigo secretário-geral do partido, Abílio Kamalata Numa. Entretanto, também são tidos como prováveis candidatos o actual vice-presidente da UNITA, Raul Danda, o deputado e antigo coordenador da comissão de gestão do partido, general Lukamba Paulo “Gato” e o secretário para as relações exteriores e porta-voz, Alcides Sakala.
O período para apresentação formal de candidaturas começou, na segunda-feira, e estende-SE até ao último dia deste mês. Até ao momento, a comissão organizadora do conclave ainda não recepcionou alguma candidatura.


Numa promete trabalho
Enquanto isso, Abílio Kamalata Numa vai aproveitando as redes sociais para apresentar – ainda que de forma sucinta – as linhas de força do seu mandato, caso seja eleito presidente da UNITA.
Kamalata Numa, tal como José Pedro Kachiungo e Lukamba Gato, já concorreu e perdeu em congressos anteriores contra Isaías Samakuva, realça a sua folha de serviço enquanto dirigente da UNITA e o facto de ser um dos fundadores das Forças Armadas Angolanas (FAA), juntamente com o falecido general João Baptista de Matos. 
O também general já foi secretário-geral do partido num dos quatro mandatos de Samakuva. Depois do congresso de 2011, no qual foi derrotado, Numa pediu para ser substituído do cargo, alegando que era preciso dar lugar aos mais jovens.

Depois da retirada, entrou em rota de colisão com o presidente, começando a fazer críticas abertas à liderança de Samakuva. 
Na mensagem que se encontra nas redes sociais, Kamalata Numa sublinha que sempre se posicionou como um “homem livre”, primando pela coerência, disciplina e muito trabalho”. “Caros angolanos e membros da UNITA, este é o vosso irmão que se coloca, com humildade, ao vosso serviço, alertando-vos, como dizia o Dr. Savimbi, o seguinte: ‘se não tiverdes consciência da vossa força sereis vítimas da vossa própria ignorância'”, conclui o antigo deputado. 


Caberá aos 1.150 delegados decidir quem é o próximo presidente da UNITA. Para participarem no pleito, os candidatos deverão entregar à Comissão de Mandatos cópias do Bilhete de Identidade e do cartão de membro do partido, autobiografia, certificado do registo criminal e três fotografias do tipo passe.
Comprovativos da “boa militância” num comité de base pelo menos 2 terços dos membros da Comissão Política, apoio de 1.000 militantes no pleno gozo dos seus direitos, são os outros documentos.

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