Polícia agiu em defesa dos interesses do país

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O ministro do Interior afirmou, ontem, em Luanda, que os efectivos da Polícia Nacional agiram em defesa dos interesses do Estado angolano contra os autores da rebelião armada, na madrugada de sábado, na vila de Cafunfo, município do Cuango, província da Lunda-Norte.

Eugénio Laborinho, que falava durante a conferência de imprensa organizada para esclarecer os acontecimentos de Cafunfo, lembrou que “a República de Angola é una e indivisível” e que nenhum cidadão pode desenvolver actos de rebeldia e desacato às autoridades.
“Eles atacaram uma esquadra da Polícia Nacional por volta das 4h00 da madrugada, com auxílio de cidadãos da aldeia ‘Kayembe’, na República Democrática do Congo, que entraram no país a partir do Posto Fronteiriço do Nzoji, município de Caungula, o que forçou a acção da Polícia Nacional contra os rebeldes.

O ministro do Interior aproveitou a ocasião para esclarecer que em Angola não existe nenhum protectorado, uma vez que os protectorados só existem sob a bandeira de um país, pelo que isso não passa de uma farsa, lamentando o sucedido.

Rebelião armada

Em nota distribuída aos meios de comunicação social, a Polícia Nacional explica que os autores da rebelião armada realizaram uma primeira incursão no dia 16 de Janeiro. Depois de terem sido detidos, foram soltos pelo Ministério Público por insuficiência de provas.

De seguida, organizaram-se na madrugada do dia 30 de Janeiro e, distribuídos em  três frentes, prepararam uma nova rebelião. O documento refere que o primeiro grupo foi em direcção à esquadra da Polícia Nacional, onde  agrediram, com pedras, catanas e vários objectos contundentes, os efectivos no local e subtraíram a arma de fogo e queimaram o tenente-coronel Vanda Mafu, da 75ª Brigada.

O segundo grupo, acrescenta a nota, foi em direcção à Unidade da Polícia Fiscal, onde surpreenderam o inspector-chefe Alfredo Domingos Hebo, da 8ª Unidade da Polícia de Intervenção Rápida, que foi agredido com machados e facas. Já o terceiro grupo tinha como missão realizar acções de apoio aos dois primeiros.

Diante destes factos, segundo o documento, as forças de Defesa e Segurança reagiram em defesa dos dois oficiais que corriam risco de vida, assim como protegeram as instituições do Estado que estavam em risco de serem vandalizadas, resultando na morte de seis insurgentes, cinco feridos e 16 detidos, dos quais quatro da República Democrática do Congo.

Durante a operação, a Polícia apreendeu duas armas do tipo AKM, duas caçadeiras, cinco catanas, duas barras de minas, uma sabre do tipo baioneta, três telemóveis, diversos meios artesanais e indumentárias de rituais tradicionais.
De acordo ainda com a nota, em função dos acontecimentos, foi instaurado o processo-crime de rebelião armada e apresentados ao Ministério Público.

A nota indica ainda que os recentes acontecimentos de Cafunfo surgem na sequência dos actos ocorridos no município de Capenda Camulemba, traduzidos na destruição de bens públicos do Estado e de particulares, com destaque para viaturas, residências e estabelecimentos comerciais.
Incidentes desta natureza tiveram igualmente lugar na província da Lunda-Sul, no dia 30 de Outubro de 2020, durante o ataque à cadeia de Luzia.

O comandante-geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida, aconselhou os cidadãos a não primarem por condutas que atentem contra a vida humana, integridade física das instituições do Estado, respeitando sempre as autoridades.

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