Piratas instalam apps não oficiais no iPhone… usando tecnologia da Apple

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Plataformas de distribuição como o TutuApp, o Panda Helper, o AppValley ou o TweakBox usam um mecanismo e tecnologia que a Apple criou para obter certificados digitais e colocar apps na App Store. Este tipo de certificados foi criado pela própria Apple para permitir a empresas distribuir software aos seus funcionários sem passar pelo crivo apertado da App Store, mas os piratas encontraram forma de os usar para distribuir versões ilícitas de software, noticia a Reuters. Para os utilizadores, é uma forma (ilegal) de usar aplicações sem anúncios, sem pagar taxas e contornando regras. Para os criadores, é um roubo pois veem-se privados de obter receitas.

Estas plataformas aqui mencionadas não comentaram o tema e a Apple explica que não tem forma de monitorizar a distribuição destes certificados em tempo real, mas que pode reativamente cancelá-los, caso estejam a ser mal utilizados. Uma outra medida a ser implementada é a autenticação de dois fatores nas contas de developers, o que pode ajudar a impedir utilizações incorretas. Do lado dos criadores de apps, Spotify, Rovio e Niantic confirmam estar a trabalhar para banir estas apps e punir os utilizadores que estejam a usar estas versões ilícitas.

A Reuters noticia que, depois do primeiro contacto com a Apple para obter mais esclarecimentos, alguns destes piratas foram banidos da App Store, mas que conseguiram regressar alguns dias depois, envergando diferentes certificados.

Não há qualquer estudo que revele o volume de perdas para os criadores oficiais, nem o volume de ganhos para os distribuidores piratas. Estas plataformas têm, no total, mais de 600 mil seguidores no Twitter e todas têm uma subscrição VIP, onde cobram uma taxa de 13 dólares ou mais por ano e que alegam ser uma versão mais estável dos seus serviços.

O Tech Crunch alerta que os certificados estão a ser usados para distribuir pornografia e também jogos de fortuna ou azar, tipos de conteúdos que estão banidos oficialmente da App Store.

Fonte: Exame Informática / EB

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