Pesquisa dissipa dúvidas sobre a existência de vida em lua de Saturno

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As emissões dos gêiseres em Encélado, o sexto maior satélite natural de Saturno, que contêm grande quantidade de álcool orgânico simples, ou seja, metanol, não provam a existência de vida no seu oceano, disseram os paleontólogos em uma reunião anual da Real Sociedade Astronômica da Grã-Bretanha.

“A descoberta de oceanos e de condições potenciais para a existência de vida nas luas de planetas gigantes faz-nos levar a pensar que ela pode lá existir. Mas, lamentavelmente, neste caso o metanol surge não no subsolo de Encélado, mas no momento em que a água é expelida pelos gêiseres. Por isso, as moléculas de álcool provavelmente não representam indícios da existência de vida”, disse Emily Drabek-Maunder da Universidade em Cardiff (no Reino Unido).
No ano de 2005 a sonda espacial Cassini descobriu na lua de Saturno jatos de vapor e partículas de gelo, lançados ao espaço. Este descobrimento provocou muitas perguntas sobre a fonte destas emissões, ou seja, do vapor e do gelo.

A mesma sonda Cassini descobriu moléculas de metanol há vários anos, e os paleontólogos tentavam descobrir a natureza da sua origem nas águas das luas de Saturno.
As observações de cientistas revelaram que o metanol se forma não no subsolo de Encélado, mas no espaço, o que significa que ele tem origem não biológica, mas abiogênica.

Os cientistas agora esperam lançar outra sonda espacial para as luas de Saturno, porque a Cassini vai terminar sua missão e  se desintegrar na atmosfera de Saturno em meados de setembro.

Fonte: Sputnik / EB

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