Pérolas garantem uma das 12 vagas para os Jogos Olímpicos

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A Selecção Nacional é uma das primeiras a garantir, por via da disputa do Torneio Pré-Olímpico sénior feminino de andebol, presença na 32ª edição dos Jogos Olímpicos de 2020, a decorrer na capital japonesa, Tóquio, de 25 de Julho a 9 de Agosto.

A qualificação de Angola, sétima presença consecutiva na maior montra desportiva, confirma a hegemonia das Pérolas, cujo histórico competitivo as classifica como dignas representantes africanas.
Com uma trajectória vitoriosa, convém lembrar, edificada a partir de 1996, às mãos de Beto Ferreira e Fernando Moreira (in memória), na Argélia, com triunfo diante da Costa do Marfim, por 22-18.
No retrospecto das campeãs africanas, a primeira presença olímpica aconteceu em1996, em Atlanta (7º lugar, penúltimo), a seguir Sidney’2000 (9º, penúltimo), Atenas’2004 ( a mesma prestação), Pequim’2008 (12º, último, com igual número de selecções participantes), Londres’2012 (10º, antepenúltimo) e Rio’2016 (8º posto melhor classificação).
Em Campeonatos do Mundo, o “sete” nacional conta com 14 participações, a primeira em 1990, na Coreia do Sul. Nos Jogos Africanos, cuja estreia ocorreu em 1991, num total de oito edições, conquistou sete medalhas de ouro e uma de bronze.
As Pérolas somam também 20 presenças nos Campeonatos Africanos das Nações, com início em 1981, saldo de 13 títulos, um marco longe de ser alcançado por qualquer selecção continental, nas próximas duas décadas.
Relativamente aos Jogos Olímpicos, China e Coreia do Sul também confirmaram presença. Os torneios continuam nas três zonas de desenvolvimento da Federação Internacional (IHF), Europa, Américas e Oceânia, com a disputa de seis pré-olímpicos.
A competição vai manter o formato dos Jogos do Rio’2016, ou seja, oito vagas estão abertas. Entre 19 a 22 de Março de 2020, a IHF realizará três torneios, cujas sedes ainda estão por definir, com os países melhores classificados no Mundial do Japão, em Dezembro.
Serão três grupos, cada com quatro selecções, as duas melhores carimbam o passe para Tóquio’2020, totalizando seis classificadas. Outrossim, será atribuída uma vaga para o melhor do Pré-Olímpico da Oceânia, caso uma selecção do continente tenha terminado entre o oitavo ao 12º posto da tabela no Mundial.
Caso contrário, a vaga vai para o segundo melhor do continente (Ásia no masculino e América no feminino). Em seniores masculinos, de 16 a 19 de Abril de 2020, é jogado o Pré-Olímpico. Com efeito, no período de 17 a 27 de Outubro do corrente, o Qatar acolhe a qualificação masculina da zona asiática, com presenças, ainda por confirmar, da Arábia Saudita, Irão, China, Jordânia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Koweit, Bahrein, Hong Kong, Iraque, Tailândia e do país anfitrião. Nas vestes de país sede, o Japão tem garantido no masculino e feminino uma vaga.

Arbitragem angolana ausente do Mundial IHF 2019
A arbitragem angolana está coarctada da 24ª edição do Campeonato do Mundo de andebol, sénior feminino, a disputar-se de 30 de Novembro a 15 de Dezembro, na cidade de Tóquio, Japão, face a ausência das principais competições internacionais.
Os angolanos ficaram de fora do quadro de elite e do Top 20, que definiu os 17 pares para o Mundial. A representação do continente africano ficou entregue a Argélia, Egipto e Tunísia, países com larga tradição nestas lides.
A Europa detém o grosso das nomeações, com um total de nove duplas, contra três da Ásia e duas das Américas, sendo que os árbitros de reserva são de Cuba e Suécia. O processo selectivo é resultado de um seminário de preparação, que decorreu na cidade dinamarquesa de Copenhaga, em Junho.
O curso envolveu palestras e discussões sobre tópicos-chave, incluindo a linha progressiva de punição (regra 8), faltas do atacante, lances livres, rápidos e de sete metros (grandes penalidades), linguagem corporal, estilo moderno de arbitragem, jogo passivo e os últimos 30 segundos das partidas.

Eis a lista dos árbitros nomeados:
Yousef Belkhiri/Sid Ali Hamidi (Argélia) Yasmina Elsaied/Heidy Elsaied (Egipto), Samir Krichen/Samir Makhlouf (Tunísia), Maria Inês Paolantoni/Mariana Garcia (Argentina), Mathias Sosa/Cristian Lemes (Uruguai), Yufeng Cheng/Yunlei Zhou (China), Kiyoshi Hizaki/Tomokazu Ikebuchi (Japão), Bon-Ok Koo/Seok Lee (Coreia do Sul), Maike Merz/Tanja Schilha (Alemanha), Davor Loncar/Zoran Loncar (Croácia), Karina Christiansen/ Line Hansen (Dinamarca), Ignacio García/Andreu Marín (Espanha), Charlotte Bonaventura/Julie Bonaventura (França), Cristina Nastase/Simona Stancu (Roménia), Viktoria Alpaidze/Tatiana Berzkina (Rússia), Bojan Lah/David Sok (Eslovénia) e Vanja Antic/Jelena Jakovljevic (Sérvia). Reservas: Raymel Reyes/Alexys Zuñiga (Cuba) e Maria Bennani/Safia Bennani (Suécia).

Fonte: JA/LD

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Sobre o autor

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Eliseu Augusto Botelho é jornalista da Televisão Pública de Angola desde Dezembro e 1999. Foi editor do 1º Jornal e do Jornal Nacional, ambos na TPA2 e Coordenador do Jornal da Tarde e co-coordenador do Telejornal, ambos na TPA1. Já foi chefe de redacção do Centro de Produção da TPA em Caxito-Bengo. Actualmente exerce a função de jornalista na Direcção de Multimédia da TPA, cuja tarefa é gerir os conteúdos publicados nas várias páginas do facebook da estação e no seu site oficial. Tem o curso médio de Jornalismo do IMEL e várias formações em Angola e Portugal com professroes, Angolanos, Brasileiros e Portugueses. É licenciado em Relações Internacionais, pelo Instituto Superior de Relações Internacionais, afecto ao Ministério das Relações Exteriores da República de Angola.

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