Pepetela e Ondjaki estão no Funchal

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A realização de dois encontros de Valter Hugo Mãe, Prémio José Saramago e Grande Prémio Portugal Telecom 2012, com Marcelino Freire, Prémio Jabuti e Prémio Machado de Assis, do Brasil, são os destaques de hoje da programação do Festival Literário da Madeira, que decorre até sábado.

Os poetas Pedro Mexia e Daniel Jonas, Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, da Associação Portuguesa de Escritores, conversam amanhã, a partir da ideia de que “ser deixado sozinho é a coisa mais preciosa que se pode pedir do Mundo moderno”, uma frase do britânico Anthony Burgess, autor de “Laranja mecânica” e “1985”.
O festival inicialmente com inauguração prevista para terça-feira, só abriu ontem com os angolanos Pepetela, Prémio Camões em 1997, e Ondjaki, Prémio José Saramago e Prémio Jabuti Juvenil, que, com o jornalista Fernando Alves, conversaram a partir de uma citação do autor de “Yaka”: “Queremos transformar o Mundo e somos incapazes de nos transformar a nós próprios.”
Os dois escritores voltam a encontrar-se hoje, desta vez com o jornalista João Céu e Silva, para discutirem a partir da “máxima” do seiscentista inglês John Milton, o autor de “Paraíso Perdido”: “A solidão é por vezes a melhor sociedade.”
O encerramento do festival, no dia 18, conta com o escritor norte-americano Adam Johnson, numa conversa com o jornalista e escritor português Miguel Sousa Tavares, moderada pelo jornalista Paulo Moura. Adam Johnson venceu o Prémio Pulitzer de Ficção, em 2013, pelo romance “Vida Roubada” (“The Orphan Master’s Son”).
Antes, no último dia de encontros, há mais duas sessões com escritores. A primeira reúne Frederico Lourenço, Prémio Pessoa 2016, e o sociólogo Viriato Soromenho-Marques, numa conversa a partir do versículo das epístolas de São Paulo aos Coríntios “tudo me é permitido, mas não me deixarei ser controlado por nada”.
A segunda junta a escritora irlandesa Eimear McBride, prémio Goldsmith 2016, autora de “Uma rapariga é uma coisa inacabada”, a Tatiana Salem Levy, nascida em Lisboa, que escreveu “A Chave de Casa” e o “Paraíso”, para conversarem a partir da certeza do escritor de origem argentina Julio Cortázar de que “a linguagem é uma das prisões mais terríveis e está sempre à nossa espera”.
A escritora bielorrussa Svetlana Alexievich, Prémio Nobel da Literatura 2015, que deveria abrir o evento na terça-feira, já não participa no Festival Literário da Madeira, região onde não conseguiu chegar, devido às condições atmosféricas, que impediram as operações no aeroporto do Funchal, de acordo com uma fonte da organização.

Fonte: JA/BA

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