Paul Kagame chega hoje a Luanda para visita de estado

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O Presidente do Rwanda, Paul Kagame, chega esta quarta-feira a Luanda, para uma visita oficial de dois dias a Angola, a convite do seu homólogo angolano, João Lourenço.

Segundo uma nota da Casa Civil do Presidente da República, no mesmo dia, os dois Chefes de Estado vão manter um encontro no Palácio Presidencial.

O documento  indica que na quinta-feira (21), o Presidente ruandês deixará Luanda de regresso ao seu país.

A cooperação entre Angola e o Rwanda desenvolvem-se no quadro das questões de paz e segurança regional.

Paul Kagame, considerado arquiteto do novo Ruanda

Paul Kagame (Ruanda, 1954), de etnia tutsi, foi obrigado a abandonar o país aos 4 anos com a sua família, em fuga à onda de violência iniciada por extremistas da etnia rival no país, os hutus.

Depois de passar pelo Burundi e a pela República Democrática do Congo, a família de Kagame estabeleceu-se em 1960 num campo de refugiados no Uganda.

Em 1979, Paulo Kagame juntou-se à guerrilha do Exército de Resistência Nacional, encabeçada por Yoweri Museveni, actual Presidente do Uganda, na qual chegou a ser o chefe dos serviços de informações.

Em 1986, participou na fundação de Frente Patriótica do Ruanda (RPF, na sigla inglesa), uma organização paramilitar criada para lutar contra o Governo do seu país natal, naltura dominado por hutus.

Em 1994, o então Presidente ruandês, Juvenal Habyarimana, morre na sequência do derrube do avião em que viajava. O incidente deu início à matança de cerca de um milhão de tutsis e hutus em menos de cem dias, num dos piores genocídios no mundo pós Segunda Guerra.

As milícias da RPF conseguiram nesse ano entrar no Ruanda e rapidamente chegar a Kigali, onde assumiram o poder no país.

Kagame, que era comandante militar da RPF, foi nomeado vice-presidente do Ruanda e ministro da Defesa e posteriormente, após a demissão do então chefe de Estado, Pasteur Bizimungu, um hutu, foi nomeado Presidente em 2000.

Em 2003, apresentou-se pela primeira vez a eleições e venceu com 90% dos votos escrutinados.

Nas eleições de 2010 foi reeleito por 93% dos eleitores.

Desde 2003, e mais intensamente a partir de 2010, o Ruanda tem vivido sob o signo da prosperidade económica (o produto interno bruto está a cresce a um ritmo de 6,8%) e social, alicerçado na estabilidade e na luta contra a corrupção.

“Depois de parar o genocídio, o Presidente conseguiu restaurar a unidade. É o arquiteto da paz e da segurança no Ruanda”, dissera à agência noticiosa Efe o vice-reitor da Universidade de Tecnologia e Estudos Empresariais de Kigali, Tombola Gustave.

“O seu interesse pela educação fez aumentar a alfabetização do Ruanda. Quase todas as crianças têm a possibilidade de frequentar a escola”, dizia por seu lado, Faith Katarewka, diretora da Fountain Publishers, uma editora de livros escolares.

Fonte: JA/LD

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