Palancas Negras cancelam jogo por falta de preparação

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Por falta de recinto para treinar, os Palancas Negras viram-se obrigados a cancelar o jogo amistoso de hoje, frente aos Bafana Bafana da África do Sul, derradeiro teste na preparação para a disputa da 32ª edição da Taça África das Nações em futebol, a ter lugar de 21 de Julho (sexta-feira) a 19 de Julho.

Agendado há mais de uma semana para as 17h30 (menos duas em Angola), na cidade do Cairo, o desafio acabou anulado, a pedido do seleccionador nacional, o sérvio Srdjan Vasiljevic, que preferiu proteger os jogadores de eventuais lesões, visto não terem efectuado qualquer sessão em condições, depois da chegada à capital egípcia, na segunda-feira de manhã.
De acordo com fonte contactada pelo Jornal de Angola, a partir de Lisboa, o treinador lamentou o facto de ter sido obrigado a tomar tal decisão, numa altura em que o país aguarda expectante pela avaliação do grupo frente a um adversário de elevado grau de exigência, depois da vitó-ria por 2-0, no ensaio com a Guiné-Bissau.
A decisão foi tomada ontem à noite, após o jantar, por Vasiljevic, agastado por não ter treinado. Tudo que a Selecção Nacional fez, desde que desembarcou, proveniente de Antenas (Grécia), onde passou em trânsito, ido de Lisboa, foi uma sessão ligeira no ginásio do Radisson Hotel.
Faltou da parte da Federação Angolana (FAF) o arrendamento de recintos para a equipa trabalhar, pois apenas amanhã, cinco dias antes da estreia na prova, que acontece na segun-da-feira, diante da Tunísia, os Palancas Negras ficam a cargo do Comité Organizador do CAN. Antes disto, todas as despesas com alojamento, transporte e campo de treino são da responsabilidade dos países participantes.
O nosso jornal tentou contactar, sem sucesso, o vice-presidente para as Selecções Nacionais, Adão Costa, no sentido de esclarecer a situação. Resta saber que implicações, no plano administra-
tivo e disciplinar o cancelamento do amistoso acarretará à esfera da FAF, uma vez ter privado a equipa sul-africana de fazer um treino com outro adversário.
As despesas da realização do amistoso, como arrendamento do estádio, pagamento dos árbitros, policiamento, equipa médica e assistentes de recintos desportivos foram suportadas pela África do Sul. Aliás, a razão da falta de jogos treinos dos pupilos de Vasiljevic é, de acordo com a FAF, a impossibilidade de partilhar custos com as homólogas.
A preparação da equipa angolana tem sido marcada por vários percalços. O mais notado foi a greve despoletada pelos jogadores, há uma sema-na, em resposta à recusa do presidente da Federação, Artur Almeida e Silva, em abordar o pagamento do prémio de qualificação dado pela Confederação Africana e das diárias.
Ultrapassado o ambiente conturbado, os atletas, liderados pelos experientes capitães Mateus Galiano e Djalma Campos, decidiram não fazer qualquer reivindicação motivada por dinheiro, durante a presença no Egipto. No entanto, a estrutura federativa dá sinais contrários ao convite feito para a instalação da harmonia no balneário.

Fonte: JA/LD

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Sobre o autor

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Eliseu Augusto Botelho é jornalista da Televisão Pública de Angola desde Dezembro e 1999. Foi editor do 1º Jornal e do Jornal Nacional, ambos na TPA2 e Coordenador do Jornal da Tarde e co-coordenador do Telejornal, ambos na TPA1. Já foi chefe de redacção do Centro de Produção da TPA em Caxito-Bengo. Actualmente exerce a função de jornalista na Direcção de Multimédia da TPA, cuja tarefa é gerir os conteúdos publicados nas várias páginas do facebook da estação e no seu site oficial. Tem o curso médio de Jornalismo do IMEL e várias formações em Angola e Portugal com professroes, Angolanos, Brasileiros e Portugueses. É licenciado em Relações Internacionais, pelo Instituto Superior de Relações Internacionais, afecto ao Ministério das Relações Exteriores da República de Angola.

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