País quer funcionamento efectivo da CIRGL

0

O Presidente da República, João Lourenço, afirmou, ontem, em Luanda, que o país defende a necessidade de se reactivar o funcionamento efectivo dos mecanismos existentes, nomeadamente a Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL), para que se cumpram, efectivamente, o papel que lhes compete e estiveram na base da sua criação.

O Chefe de Estado discursava na cimeira quadripartida de Goma, por videoconferência, com os Presidentes da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, Rwanda, Paul Kagame, e Uganda, Yoweri Museveni, cujo objectivo foi, essencialmente, debater questões de segurança no leste da RDC.

O Presidente João Lourenço lembrou que, na luta contra as forças negativas que desestabilizam o leste da RDC, “os países que integram a Região dos Grandes Lagos sempre se mostraram solidários com os nossos irmãos congoleses”. “A cooperação no domínio da Defesa e Segurança só será eficaz se for coordenada por um mecanismo no qual todos os Estados-membros se revejam e tenham, por isso, a legitimidade para o fazer”, considerou. Segundo João Lourenço, a exploração ilícita dos recursos minerais nos países da região deve ser encarada como forma de financiar as forças negativas que operam na RDC e, eventualmente, de financiamento, também, aos grupos terroristas fundamentalistas que operam em outros pontos do continente, como na região do Sahel, em Moçambique ou outros.

“Angola tem sido, ao longo dos anos, uma das vítimas da pilhagem dos recursos minerais, nomeadamente o diamante, por parte de cidadãos africanos de diferentes proveniências, que cometem o crime da imigração ilegal organizada, e, ainda, o crime da exploração ilegal dos recursos naturaisestratégicos do país de acolhimento”, lamentou.
Este, defendeu, é um assunto que deve ser levado a sério por todos “e acreditamos que venceremos se cada um dos nossos países fizer a parte que lhe compete, tomando as medidas que se impõem na luta universal contra a emigração ilegal organizada e a necessidade de cortar as fontes de financiamento ao terrorismo”, concluiu.

Desafios de Angola

O Presidente da República afirmou que Angola enfrenta, hoje, dois grandes desafios: o do combate à Covid-19 e suas consequências no que concerne à saúde pública, e a necessidade de manter a economia a produzir os bens e serviços para o consumo interno, para exportar e manter os postos de trabalho.

“O país investiu, em tempo recorde, na construção ou adaptação de infra-estruturas hospitalares e seu apetrechamento com equipamentos hospitalares para enfrentar a pandemia, aumentou substancialmente o número de camas hospitalares e de unidades de cuidados intensivos, bem como garantiu a aquisição dos materiais de biossegurança para o corpo médico e para-médico”, disse.
Ao mesmo tempo, acrescentou, neste período de quase nove meses, o Executivo accionou medidas de estímulo económico, com vista a encorajar o sector privado da economia a diversificar e aumentar a produção interna de bens e de serviços, particularmente de produtos agrícolas e industriais de consumo doméstico.

Fonte: JA

Share.

Deixar uma opinião

%d bloggers like this: