Órgão anticorrupção chinês acusa líderes do país de apoiarem Dalai-lama

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Vários altos quadros do Partido Comunista Chinês (PCC) no Tibete fizeram alegadamente donativos para o Dalai-lama Tenzin Gyatso, líder tibetano no exílio, denunciou um responsável do órgão máximo anticorrupção da organização.

O jornal oficial Global Times noticiou, na segunda-feira, a denúncia de Wang Yongjun, chefe regional no Tibete da Comissão de Inspeção e Disciplina do PCC, responsável pelo combate anticorrupção na China.

De acordo com um artigo publicado por Wang numa revista interna da comissão, alguns responsáveis do partido “minaram a luta do PCC contra o separatismo”, não só através de donativos para o Dalai-lama, mas também ao fornecerem informações secretas a “organizações estrangeiras”.

Wang referiu, sem apontar nomes, que estes altos cargos se filiaram em organizações ilegais e clandestinas, “ignorando completamente a disciplina política”.

O Tibete é uma das regiões chinesas mais vulneráveis ao separatismo, com os locais a argumentarem que este foi durante muito tempo independente, até à ocupação pelas tropas chinesas em 1951.

Pequim considera que a região, que tem uma área equivalente ao dobro da Península Ibérica é, desde há séculos, parte do território chinês e acusa o líder tibetano de ter “uma posição separatista”.

Prémio Nobel da Paz em 1989, o Dalai-lama vive exilado na vizinha Índia, na sequência de uma frustrada rebelião contra a administração chinesa em 1959.

Fonte: Lusa/Notícias ao minuto/BA

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