Ordem dos Médicos apela profissionais à humanização e solidariedade

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A Ordem dos Médicos de Angola apelou hoje, quinta-feira, aos médicos para que prossigam as suas actividades com humanismo e sentido de solidariedade.

Num comunicado chegado à Angop no âmbito do dia do médico (26 de Janeiro) a decorrer sob o lema “Trabalhar para humanizar o atendimento”, vem apelar aos médicos para o seu papel fundamental na humanização, que passa pelo contacto com os pacientes e suas famílias.

Os médicos são exortados para que se interessam pelas organizações onde trabalham e que se integrem nas sociedades cientificas sectoriais.

Segundo o comunicado, assinado pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Alberto Pinto, a classe é incentivada sobretudo que nunca se esqueçam de que para ser médico é preciso pensar, primeiro que tudo, nos doentes e, consequentemente, que não permitam a existência de brechas no edifício moral desta profissão, construído ao longo de vários anos.

Garante que a Ordem assume que vai continuar a pugnar no sentido de os médicos, integrados em equipas de saúde exerçam a liderança motivada pelo mérito e pela prova irrefutável da sua competência.

A Ordem defende, preconiza e estimula o papel primordial dos médicos junto das populações e promove constantemente uma aproximação a outras associações de profissionais.

Assume ainda o compromisso de contribuir de forma inequívoca para a execução das acções de saúde que as políticas públicas definam como prioritárias no âmbito da saúde no país.

Neste dia que hoje se celebra, a Ordem dos Médicos defende que os médicos devem valorizar os novos conceitos que a medicina assume, ou seja, permanente e actuante profissionalismo, adaptando-se à realidade sem ferir os valores fundamentais que constam no código deontológico da profissão médica.

Acrescenta o comunicado que a medicina, nas últimas cinco décadas, tem sofrido transformações significativas motivadas pela evolução cientifica e tecnológica e também pelos padrões nosológicos.

Não obstante os novos paradigmas evolutivos marcados pela ramificação da medicina em especialidades médicas e áreas de actuação, não deixa de ser verdade que a profissão de médico continua baseada no juramento hipocrático dos pontos de vista formal e substancial.

“O que vale dizer que continua a valorizar-se  a relação médico-doente, na sua dimensão  holística e humanista , cujo conteúdo ultrapassa a ideia utilitarista da profissão”, sublinha a nota.

O compromisso dos médicos assume a responsabilidade consciencializada face aos doentes e às doenças, a liberdade de prescrição dentro dos limites impostos do código ético-deontológico, a verticalidade de procedimentos, portanto não vulneráveis a interesses mercantilistas e sem prejuízo da sua dignificação social e material, humildade intelectual que é exigida pela grandeza dos que reconhecem a necessidade de actualização científica permanente e solidariedade para com os colegas.

Para saudar o 27º aniversário da Ordem, 131 médicos com mais de 25 anos de serviço serão hoje, quinta-feira, homenageados pela sua dedicação e entrega à saúde e bem estar das populações, num acto a acontecer no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda.

Fonte: ANGOP/BA

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