Onze sinais que pode sofrer de depressão e as três principais causas

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A depressão é uma das doenças psiquiátricas mais comuns. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a depressão é um dos principais problemas de saúde no mundo desenvolvido, estimando-se que mais de 322 milhões de pessoas padeçam da condição.

Estima-se que uma em cada quatro mulheres e um em cada dez homens possam ter crises de depressão em alguma fase da sua vida e as crianças também podem ser afectadas.

Não existem dados concretos em relação à sua frequência em Portugal, mas as estimativas referem valores de 2 a 3% para os homens e de 5 a 9% para as mulheres para as formas mais graves de depressão e valores superiores a 20% para formas mais ligeiras da doença, segundo informações disponibilizadas pela rede de hospitais privados CUF.

O que distingue uma depressão de sentimentos de tristeza?

Trata-se de uma doença que pode passar despercebida, uma vez que os seus sintomas podem atribuídos a outras causas (doenças físicas, stress, etc.).

É importante perceber que todos podem estar tristes mas esses sentimentos duram pouco tempo. No caso da depressão, ocorre interferência no dia-a-dia e um sofrimento intenso. Como tal, a depressão, embora comum, é uma doença grave.

Muitos doentes com depressão não procuram tratamento, embora existam formas eficazes de tratar a depressão.

Quais os sintomas de depressão?

A depressão é uma perturbação do humor que não deve ser confundida com os sentimentos de tristeza, geralmente reativos a acontecimentos da vida, temporários e que, de um modo geral, não são incompatíveis com uma vida normal.

A depressão pode apresentar diferentes formas e graus de gravidade.

Na depressão, os sintomas tendem a persistir durante mais tempo e podem incluir:

– Sentimentos de tristeza e aborrecimento;

– Sensações de irritabilidade, tensão ou agitação;

– Sensações de aflição, preocupação, receios infundados e insegurança;

– Diminuição da energia, fadiga e lentidão;

– Perda de interesse e prazer nas atividades diárias;

– Perturbação do sono e do desejo sexual;

– Variações significativas do peso por perturbações do apetite;

– Sentimentos de culpa e de auto-desvalorização;

– Alterações da concentração, memória e raciocínio;

– Sintomas físicos não devidos a outra doença (dores de cabeça, perturbações digestivas, dor crónica, mal-estar geral);

– Ideias de morte e tentativas de suicídio.

Quais as causas da depressão?

De um modo geral, a depressão resulta de uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos.

– Está demonstrada a existência de uma tendência hereditária para alguns tipos de depressão.

– Os acontecimentos traumáticos da vida contribuem também para o aparecimento da depressão, podendo funcionar como desencadeantes ou facilitadores de episódios depressivos.

– O tipo de personalidade e a forma como cada indivíduo lida com os problemas também se associa a uma maior ou menor predisposição para a depressão.

Como se trata a depressão?

O tratamento é importante de modo a que a depressão não se arraste e se agrave. Se os sintomas não forem reconhecidos como fazendo parte de uma doença, a avaliação negativa feita pelos outros tenderá a acentuar a fraca imagem pessoal e a reduzida autoestima.

O suicídio é uma possibilidade que não deve ser esquecida e o tratamento é essencial para reduzir esse risco e permitir a melhoria dos sintomas da depressão.

Existem diversos tratamentos possíveis para a depressão, incluindo-se nestes os medicamentos antidepressivos e a psicoterapia.

O prognóstico da depressão é bom e depende essencialmente do tratamento instituído e de um adequado controlo de todos os fatores de risco presentes em cada caso.

Se estiver a sofrer de depressão, tiver pensamentos auto-destrutivos ou simplesmente necessitar de falar com alguém deverá consultar um psiquiatra, psicólogo ou clínico geral.

Fonte: N. Minutos/LD

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