O que fez arder Notre-Dame? Curto-circuito e negligência são as duas principais teorias

0

 

A equipa de investigadores do incêndio que destruiu parte da Notre-Dame de Paris privilegia, neste momento, duas teorias: um curto-circuito perto do pináculo que ruiu, possivelmente causado por sinos eletrificados, ou negligência por parte de funcionários que realizavam trabalhos de restauro. Esta segunda teoria, escreve o jornal “The New York Times”, é reforçada pela descoberta de pontas de cigarro no local.

No entanto, nada está a ser descartado e a investigação pode durar várias semanas. Na quinta-feira, os investigadores da polícia foram autorizados pela primeira vez a entrar na catedral para procurar pistas no sentido de se apurar as causas do incêndio.

A duração do fogo, que só foi extinto após 15 horas, e as toneladas de água usadas no combate às chamas destruíram eventuais provas, o que dificultará os trabalhos de investigação.

Embora as autoridades tenham confirmado que fumar, que é proibido pelas regras da empresa de andaimes contratada, estava a ser considerada como causa para o incêndio, o porta-voz da empresa rejeita que isso possa ter começado o fogo.

Um “chapéu de chuva” para proteger o edifício das intempéries

Na terça-feira, começaram os trabalhos para a cobertura e proteção da catedral. Em declarações à agência de notícias France-Presse (AFP), um responsável da comunicação da Notre-Dame indicou que os trabalhos começariam pelo coro e continuariam depois na nave.

A degradação do edifício, provocada pelo fogo e pela grande quantidade de água utilizada no combate às chamas, e o estado das obras de arte no seu interior constituem as prioridades fundamentais para as equipas envolvidas na recuperação da catedral.

Está prevista a instalação de um imenso “chapéu de chuva” para proteger o edifício das intempéries.

Macron deu cinco anos para conclusão da reconstrução

O Presidente francês, Emmanuel Macron, fixou um prazo de cinco anos para a conclusão dos trabalhos de reconstrução da catedral. O período de tempo é concebível, de acordo com alguns peritos, mas demasiado curto segundo outros, em particular devido ao atraso nas avaliações globais. Vários arquitetos ouvidos pela AFP lembram que a fase prévia ao início efetivo dos trabalhos deverá ser a mais longa e complexa.

Será ainda necessário promover o concurso internacional de arquitetos para a reconstrução do pináculo que ruiu nos primeiros 90 minutos do incêndio e, em seguida, deverão ser aplicadas tecnologias modernas para a rápida instalação do estaleiro de obras.

A origem acidental do incêndio continua a ser privilegiada. Os resíduos calcinados deverão ser analisados ao pormenor para detetar o menor indício. Apesar de ter sido levantada, a tese de uma ação criminosa parece, de momento, afastada.

TPA com MSN /SM
Share.

Deixar uma opinião

%d bloggers like this: