Número de mortos provocados por epidemia de ébola no Congo subiu para 152

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O número de mortos provocados pela epidemia de ébola na província de Nord-Kivu, leste da República Democrática do Congo (RDCongo), aumentou para 152, de acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) em 19 de outubro.

A actualização dos registos da OMS da nova epidemia na RDCongo, declarada a 1 de agosto, comprovam a tendência de crescimento do número de mortos e também nos casos sinalizados – 235 – em resultado da infeção de ébola.

Em 17 de outubro, o número de mortos fixava-se em 139 desde 1 de agosto, enquanto foram identificadas 216 pessoas infeCtadas com ébola.

Uma semana antes, havia 115 mortos e 181 casos.

A epidemia de ébola foi declarada em Mangina, estendendo-se até Beni, baluarte do grupo armado ADF (Forças Democráticas Aliadas), que multiplicou os ataques contra civis, complicando a resposta sanitária.

Na passada quarta-feira, em Genebra, na Suíça, a OMS decidiu não declarar estado de emergência de saúde pública internacional a epidemia de ébola na RDCongo.

Após a reunião de urgência do Comité de Emergência, a OMS comunicou que “não deve ser declarada por agora uma emergência de saúde pública de amplitude internacional”.

“A avaliação do risco de propagação é baixa a nível global, mas é muito alta, tanto a nível nacional [na RDCongo], como regional. Não houve alteração na avaliação de risco desde 28 de setembro”, considerou o Comité de Emergência da OMS.

Salientando que “a vigilância e monitorização permanentes é fundamental”, a OMS revelou ainda que está “profundamente preocupada com a epidemia” e referiu que “as respostas precisam de ser intensificadas”.

A pior epidemia de ébola na história atingiu a África Ocidental entre o final de 2013 e 2016, causando mais de 11.300 mortos em 29.000 casos sinalizados, mais de 99% na Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa.

A OMS foi então fortemente criticada pela resposta lenta.

Fonte: NM / EB

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