Novo modelo de chapa de matrículas em vigor em 2021

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A troca do modelo de chapa de matrícula pela Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária pode ocorrer no primeiro trimestre do próximo ano, informou, ontem, o porta-voz do Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito (CNVOT), comissário Elias Livulo.

O CNVOT esteve reunido, ontem, em sessão ordinária, orientada pelo Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa. Em declarações à imprensa, no final da reunião, Elias Livulo disse que o objectivo da troca é “conferir, ao novo modelo, maior segurança, uma vez que hoje, em qualquer esquina, aplica-se chapas de matrícula”.

As novas chapas, esclareceu, vão ter elementos de segurança, com dados de identificação do veículo e do proprietário. “Neste momento, está a ser elaborado um caderno de encargos que vai ditar os procedimentos para a materialização do normativo”, su- blinhou, lembrando que o diploma que regula a matéria data de 2016.

Outro projecto apresentado e apreciado na reunião, que decorreu na sala de reuniões dos Órgãos de Apoio ao Vice-Presidente da República, é sobre o novo modelo da Carta de Condução, que, também, passará a conter elementos de segurança, que a actual não reúne. Os novos elementos, frisou, impossibilitam a adulteração e adequam-na aos padrões exigidos pela SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral).
O comunicado final da reunião refere que o novo modelo da Carta de Condução trará, entre outras inovações, uma base de dados do utente, que permite a leitura das limitações médicas, administrativas ou legais aplicáveis ao seu titular. Incluirá, também, informação sobre a residência do titular da Carta de Condução e data em que se realizou o exame.

Sinistralidade Rodoviária

O CNVOT analisou ainda o relatório de balanço do primeiro semestre sobre a Sinistralidade Rodoviária em Angola. Nesse período ocorreram 4.446 acidentes, 886 mortos e 4.852 feridos.

Segundo o comunicado, esses indicadores traduzem o objectivo nacional de reduzir as mortes e lesões por acidentes rodoviários, numa altura em que a sinistralidade continua a ser, no país, a segunda maior causa de mortes, depois da malária. Dos 4.446 acidentes registados, 35 por cento foram por atropelamentos, 18 por colisões entre automóveis e motociclos, 15 por colisões entre automóveis, 10 por cento por despistes, sete por capotamento, sete por colisões entre motociclos, seis por choques contra obstáculos fixos e dois por cento que resultaram de acidentes com características especiais.

A província de Luanda registou o maior número de acidentes com 898, 238 mortos e 896 feridos. Seguem-se Huambo com 360 acidentes, 83 mortos e 374 feridos, Huíla com 343 acidentes, 68 mortos e 338 feridos, Benguela com 339 acidentes, 67 mortos e 451 feridos e Bié com 238 acidentes, 46 mortos e 349 feridos.

Fonte: JA/LD

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