“Nem todos os indivíduos que usam farda para cometimentos criminais são polícias”, diz comissário Carlos Sousa

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O director nacional do Departamento Nacional de Educação Moral e Cívica do Comando Geral da Polícia Nacional, comissário Carlos Sousa, disse hoje, em Luanda, que apesar de existirem, no seio da corporação, agentes arrolados em actos criminais, nem todos os indivíduos que usam farda para actos ilícitos são efectivos da Polícia Nacional.

“Devemos continuar a ter formação permanente depois de sairmos das escolas. Depois de estarmos a cumprir a nossa missão tem de haver uma preparação permanente das forças, e é por isso que o Comando Geral da Polícia Nacional lançou o período de Instrução Preparativa e Patriótica, de forma a aperfeiçoar os nossos agentes no manuseio das armas e das técnicas policiais”, disse o oficial.

Carlos Sousa, que falava em entrevista ao NJOnline na abertura do Conselho Metodológico do Departamento Nacional de Educação Moral e Cívica, revelou que todos os agentes que são apanhados em flagrante pelo Serviço de Inspecção da Polícia Nacional a cometerem actos de indisciplina e criminais, “são autuados de acordo com o regulamento de disciplina que doseia as medidas perante as acções praticadas pelos efectivos da PN”.

A última dessas medidas é a demissão, reforçou.
“Em relação ao uso do uniforme, nem sempre todos os que actuam com uniforme da corporação e cometem crimes são policiais”, garantiu, sublinhando que existem vários aspectos que merecem ser bem apurados.

“Estão a ser desencadeadas várias diligências no sentido de apurarmos a origem da proveniência dos uniformes da PN, e como é que esses uniformes chegam às mãos dos marginais para cometimento de crimes. Às vezes é a corporação que é culpabilizada por isso quando na verdade não são policiais no verdadeiro sentido da palavra”, explicou.

O responsável aproveitou a ocasião para avisar aos efectivos que chegou a hora de tornar a educação patriótica num veículo das boas práticas policiais e sobre o dever profissional.

“Temos consciência da árdua tarefa que nos foi incumbida e reconhecemos o sacrifício diário por grande parte dos nossos efectivos para garantir a segurança dos cidadãos e dos seus bens”, disse, salientando que, em certos casos, os cidadãos são encontrados em situações adversas e desfavoráveis.
“Só com efectivos disciplinados e bem moralizados conseguiremos cumprir com eficiência a nossa função bidimensional, nomeadamente na dimensão administrativa, onde exercemos constantemente o papel de mediador entre o Estado e a sociedade em geral, aplicando a lei e agindo com o seu legítimo poder de autoridade, que quando exercida de forma irregular sobre as actividades individuais ou colectivas é susceptível de gerar factos tipificados como crimes”, finalizou.

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