Navio lançado ao mar para dinamizar a pesca

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Estes números foram apresentados pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, à margem da abertura da 3ª Feira Internacional de Pesca e Aquicultura (FIPEA), que decorre, de ontem a domingo, em Luanda, em cujo programa se incluía o lançamento do “Baía Farta”.
O navio, avaliado em 80 milhões de dólares, foi oficialmente entregue ao Governo no passado mês de Julho, com assinatura de um certificado de entrega definitiva rubricado pelo director do Gabinete Jurídico do Ministério das Pescas e do Mar, Adalberto Miguel, e o representante dos estaleiros romenos de capitais alemães Damen Shipyards Galati, Patrick Kamermam.
A embarcação chegou ao país em Dezembro de 2018, vinda de uma travessia em que os tripulantes verificaram um total de 29 inconformidades, o que levou à sua devolução aos estaleiros, de onde foi definitivamente restituído com 12 inconformidades, em que sete são corrigidas durante as provas do mar e cinco ao longo das operações de navegação. O “Baía Farta” tem 74,1 metros de comprimento, uma capacidade de hospedar 29 tripulantes, 22 investigadores e uma autonomia de 29 dias no mar.
Manuel Nunes Júnior de-fende que, apesar do navio ter o potencial de contribuir para a conservação e utilização sustentável dos oceanos, mares e recursos pesqueiros do país, o “Baía Farta” vai impulsionar o sector das pescas e elevar a sua importância no processo de criação de riqueza, de modo a que Angola adopte uma economia menos dependente do petróleo, mais forte e resistente a choques externos.
“Tratando-se de um instrumento de grande importância: assinala-se um passo de grande relevância no que diz respeito ao avanço do nosso conhecimento cientifico com relação aos recursos existentes em Angola”, declarou o ministro de Estado.
A ministra das Pescas e do Mar, Maria Antonieta Baptista, considera que a embarcação vai permitir o cres cimento da biomassa e a produção de recursos marinhos com base em princípios científicos. “O navio servirá para a descoberta de mais recursos marinhos existentes na costa angolana e em zonas mais profundas”, garantiu.

Metas do sector

De acordo o ministro de Estado, as metas estabelecidas pelo Executivo no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022, além da elevação da captura de pescado para 614 mil toneladas por ano, estão projectadas para aumentar a média da produção de peixe seco das actuais 32 mil toneladas por ano e de conservas de peixe das 70 mil toneladas.
Estes programas requerem o aumento da disponibilidade de recursos marinhos, com a aposta nas espécies como o carapau, sardinela, corvina, garoupa, linguado e outras, disse Manuel Nunes Júnior.
O ministro declarou que a produção de sal já ocorre numa média anual ligeiramente situada acima das cem mil toneladas, o que coloca o país muito próximo da auto-suficiência neste domínio.
“As unidades de produção de sal em Angola dão em-prego a mais de duas mil pessoas, cifra esta com tendência a aumentar”, sublinhou Manuel Nunes Júnior, apontando o potencial de crescimento das exportações de mariscos das actuais 3 500 toneladas por ano.
Apesar de reconhecer que houve avanços significativos no sector, considerou haver ainda um grande caminho a percorrer “para colocar o sector das pescas no lugar que merece” no âmbito do desenvolvimento do país, da geração de emprego, a segurança alimentar, combate à fome e à pobreza.

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