NATO celebra 70 anos com Rússia e terrorismo como principais desafios

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Hoje, os chefes da diplomacia dos 29 Estados membros comemoram no auditório Andrew Mellon, na capital dos Estados Unidos, a assinatura, há 70 anos, do tratado que criou a aliança militar intergovernamental pelos seus 12 Estados fundadores, um dos quais foi Portugal.

Na quinta-feira, serão recebidos no Departamento de Estado norte-americano pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, para uma reunião na qual esperam tomar decisões sobre os desafios que a Aliança Atlântica enfrenta.

Segundo o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, o encontro começará por uma análise da relação com a Rússia que, com o seu “comportamento agressivo” com países vizinhos como a Geórgia e a Ucrânia e o incumprimento do tratado para a eliminação de armas nucleares de médio e curto alcance (INF, na sigla em inglês), “preocupa” a organização.

O responsável indicou que serão tomadas “medidas para melhorar o conhecimento da situação na região do mar Negro, com mais apoio à Geórgia e à Ucrânia”, depois de a Rússia ter apresado em novembro três embarcações ucranianas e as respetivas tripulações no estreito de Kerch, em águas da península da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014.

O apoio adicional à Geórgia e à Ucrânia será feito com a formação de forças marítimas e da guarda costeira, visitas a portos, manobras militares e partilha de mais informação, referiu.

Sobre o tratado INF, que expira a 02 de agosto próximo, com a saída anunciada dos Estados Unidos devido ao incumprimento de Moscovo, Jens Stoltenberg disse que os ministros aliados voltarão a insistir com a Rússia para que volte a respeitá-lo.

A NATO está a avaliar que medidas tomará se o tratado não sobreviver, e embora o secretário-geral tenha deixado claro que os aliados não vão imitar as ações da Rússia, defendeu que “se continue a manter uma dissuasão e defesa credíveis e eficazes”.

A presença militar russa na Venezuela será outro dos temas a abordar na reunião dos 29 ministros dos Negócios Estrangeiros, de acordo com um alto responsável do Departamento de Estado.

Quanto à ameaça terrorista, os chefes da diplomacia aliados vão debruçar-se sobre os esforços dos Estados Unidos para alcançar um acordo político no Afeganistão, onde as forças da NATO estão presentes desde 2003.

Embora o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico “já não controle qualquer território”, Stoltenberg alertou para a importância de se continuar a apoiar as estruturas da Defesa do Iraque e formar forças locais, uma coisa que a NATO tem feito na região, não só ali, mas também na vizinha Jordânia e na Tunísia.

Os MNE terminarão a sua reunião discutindo uma divisão dos encargos mais justa na Aliança Atlântica, uma questão em que o Presidente norte-americano, Donald Trump, tem pressionado os europeus desde que chegou à Casa Branca.

O secretário-geral da NATO salientou que, após anos de cortes, os aliados estão agora “a acrescentar milhões” aos seus orçamentos da Defesa, que aumentaram pelo quarto ano consecutivo.

O responsável reconheceu que “existem divergências” entre os aliados em temas como as alterações climáticas ou o comércio, mas acrescentou: “Não é a primeira vez que as vemos, são parte da nossa história desde há décadas. A força da NATO é que, apesar dessas divergências, a nossa missão central é a de nos protegermos uns aos outros”.

Fonte: N. Minutos/LD

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Sobre o autor

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Eliseu Augusto Botelho é jornalista da Televisão Pública de Angola desde Dezembro e 1999. Foi editor do 1º Jornal e do Jornal Nacional, ambos na TPA2 e Coordenador do Jornal da Tarde e co-coordenador do Telejornal, ambos na TPA1. Já foi chefe de redacção do Centro de Produção da TPA em Caxito-Bengo. Actualmente exerce a função de jornalista na Direcção de Multimédia da TPA, cuja tarefa é gerir os conteúdos publicados nas várias páginas do facebook da estação e no seu site oficial. Tem o curso médio de Jornalismo do IMEL e várias formações em Angola e Portugal com professroes, Angolanos, Brasileiros e Portugueses. É licenciado em Relações Internacionais, pelo Instituto Superior de Relações Internacionais, afecto ao Ministério das Relações Exteriores da República de Angola.

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