“Não são só partidos de Direita que precisam reforçar ação antirracista”

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Joacine Katar Moreira é a primeira mulher negra a ser eleita cabeça-de-lista de um partido político português. A investigadora de 36 anos concorre às eleições Legislativas de outubro deste ano pelo círculo eleitoral de Lisboa, em representação do partido LIVRE, tendo como número dois Carlos Teixeira.

Licenciada em História Moderna e Contemporânea, com um mestrado em Estudos do Desenvolvimento e doutorada em Estudos Africanos, Joacine granjeia de experiência como investigadora, no Instituto Universitário de Lisboa, e no associativismo, sendo presidente do Instituto da Mulher Negra em Portugal (INMUNE).

Em entrevista ao Notícias ao Minuto, a candidata do LIVRE, que foi também número dois de Rui Tavares na corrida às eleições Europeias, fez um esboço das ideias e propostas do partido para o escrutínio de outubro. Enumerando a justiça social e a justiça climática como eixos basilares do programa eleitoral do LIVRE, Joacine falou sobre o salário mínimo nacional, a representatividade dos setores populacionais excluídos e a violência doméstica como alguns dos temas mais urgentes em Portugal.

“É hora de mudança”, afirma Joacine Katar Moreira, pedindo responsabilização ao Estado – e aos partidos de todo o espetro – na questão da representatividade e no combate ao racismo e à xenofobia. “É hora de o Parlamento português ser o reflexo da nossa sociedade”, continua, “porque a nossa sociedade não é homogénea”.
Não me sinto minimamente representada por mulheres que tenham uma ótica conservadora. São mulheres que irão compactuar com o sistema

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