Mulheres aconselhadas a evitar partos domiciliares

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Com objectivo de se prevenir possíveis complicações antes, durante ou depois do nascimento do bebé, as mulheres são chamadas a evitar partos domiciliares, devendo optar sempre por dar a luz na maternidade ou em unidades sanitárias afins.

O apelo foi lançado hoje, terça-feira, nesta cidade, pela chefe do banco de urgência da maternidade de Malanje, Joana de Carvalho, em declarações à Angop, a propósito de cinco partos caseiros que resultaram em falecimento dos bebés e ruptura uterina, registados no último fim de semana pela maternidade.

A responsável explicou que os partos domiciliares acarretam riscos de hemorragias, que é actuamente a principal causa de morte materna, entre outras consequências como cesariana, que podem causar eventuais males a parturiente ou ao recém nascido.

Acrescentou que uma provável complicação durante o parto em casa, por uma situação emergencial ou mesmo opcional, tem riscos grandes, sobretudo para as mulheres de baixa renda, pois têm pouca probabilidade de receber socorros ou auxílio profissional.

Por outro lado, Joana de Carvalho fez saber que tem se registado alguma teimosia de certas mulheres em ter parto domiciliar, cuja taxa de morte fetal pré-natal de bebês é quatro vezes maior do que de crianças nascidas em hospitais.

Realçou que um parto hospitalar tem 75 por cento de probabilidade de correr com normalidade, ao contrário do caseiro.

Relativamente as ocorrências do último fim de semana, explicou que deram entrada ao banco de urgência da maternidade provincial, 156 pacientes, das quais 61 ficaram internadas para atendimentos de obstetrícia e ginecologia, enquanto 68 resultaram em nascimentos (com cinco nados mortos), menos 50 casos em relação a igual período anterior.

Fonte: ANGOP/BA

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