Morreu Ahmed Kathrada, ícone que lutou com Mandela contra o ‘apartheid’

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O activista sul-africano e companheiro de luta de Nelson Mandela contra o ‘apartheid’ na África do Sul Ahmed Kathrada morreu hoje aos 87 anos, informou a fundação de caridade Kathrada.

 

Kathrada estava entre os que foram julgados e presos juntamente com Mandela, no julgamento de Rivonia, em 1964, que atraiu a atenção mundial e expôs o brutal sistema legal sob o regime do ‘apartheid’.

 

Kathrada passou 26 anos e três meses na prisão, 18 dos quais em Robben Island, ao largo da Cidade do Cabo.

Em 2013, Ahmed Kathrada foi guia de Barack Obama na visita que o então Presidente norte-americano realizou a Robben Island, onde Nelson Mandela também esteve preso 18 anos durante o regime do ‘apartheid’.

Depois do fim do ‘apartheid’, Ahmed Kathrada foi conselheiro parlamentar entre 1994 e 1999 do ex-Presidente Nelson Mandela no primeiro governo do Congresso Nacional Africano (ANC na sigla em inglês, o partido no poder).

“Esta é uma grande perda para o ANC, para o movimento de libertação e para a África do Sul como um todo”, disse Neeshan Balton, líder da Fundação Ahmed Kathrada Foundation em comunicado.

“‘Kathy’ foi uma inspiração para milhões em diferentes partes do mundo”, disse.

Iniciou-se no ativismo contra o regime de minoria branca aos 17 anos, numa altura em que era um dos 2.000 “resistentes pacíficos” presos em 1946 por desafiarem legislação que discriminava indianos sul-africanos.

Em julho de 1963, a polícia fez uma rusga à Liliesleaf Farm em Rivonia, um subúrbio da cidade de Joanesburgo, onde Kathrada e outros ativistas séniores se tinham reunido em segredo.

No famoso julgamento de Rivonia, oito dos acusados foram condenados a prisão perpétua com trabalhos forçados em Robben Island.

Além de Nelson Mandela, Ahmed Kathrada teve como companheiros de prisão Walter Sisulu e Denis Goldberg.

Notícias ao minuto/BA

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