Moçambique pede ajuda para travar grupos armados

0

Segundo relatos de residentes em Bilibiza, ouviram-se tiros e a população começou a fugir para o mato, procurando refúgio para passar a noite. O Instituto Agrário de Bilibiza encontra-se em período de férias lectivas. A instituição faz parte da Rede de Desenvolvimento Aga Khan (AKDN, sigla inglesa) na sequência de um acordo assinado com o Governo moçambicano em 2014 e tem estado a introduzir novas técnicas agrícolas, além de realizar projectos de infra-estruturas.
Os ataques armados eclodiram em 2017 na província de Cabo Delgado protagonizados por frequentadores de mesquitas considerados “radicalizados” por estrangeiros, segundo líderes islâmicos locais, que já tinham alertado, antecipadamente, para atritos crescentes.
Nunca houve uma reivindicação da autoria dos ataques, com excepção para comunicados do grupo Estado Islâmico que, desde Junho, tem vindo a chamar a si alguns deles, com alegadas fotografias das acções, cuja presença no terreno de especialistas e autoridades consideram pouco credível.
As forças de defesa e segurança moçambicanas têm estado no terreno, mas o Presidente da República, Filipe Nyusi, admitiu na última semana que são necessários mais apoios para lidar com o problema.
“Precisamos de comparticipação porque é um problema multinacional, então, a sua solução não vai depender só de Moçambique”, referiu, em Londres, no final da cimeira Reino Unido-África.
Segundo Nyusi, após encontros à margem da cimeira, “algumas empresas colocaram-se à disposição para dar o apoio, para permitir que esse assunto deixe de ser problema para o desenvolvimento de Moçambique”, concluiu.

Share.

Deixar uma opinião

%d bloggers like this: