MINSA para ao reforço da interação entre profissionais de saúde e utentes

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A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, apelou, nesta quinta-feira, o desenvolvimento técnico e relacional dos profissionais de saúde por forma a dotá-los de competências necessárias para o atendimento adequado dos utentes e melhoria da prestação de cuidados.

Segundo a governante, que falava na sessão de abertura da Semana Nacional de Humanização dos Serviços de Saúde, a experiência mostra que um grande número de queixas  e reclamações dos utentes pode ser resolvido ou minimizado quando estes se sentem ouvidos, compreendidos e respeitados pelos profissionais de saúde.

Sílvia Lutucuta salientou que foi com este espírito que se criou o Gabinete de Ética e Humanização, que tem como objectivo melhorar a relação entre os pacientes e profissionais de saúde e dos profissionais entre si, bem como dos serviços de saúde e a comunidade.

“O Gabinete do Utente constitui um dos instrumentos mais importantes para medir  a relação entre os cuidados técnicos e científicos e cuidado humano”, referiu

Em relação a plataforma digital da humanização hospital, que está na fase experimental, a ministra avançou que permitirá aos utentes marcar consultas acedendo a página  www.pdh2e.minsa.gov.ao.

A governante asseverou que  a compreensão e o amor ao próximo continuem a servir de estímulo na prestação de serviço, para universalizar o atendimento humanizado em saúde no país.

Para a ministra, à pandemia da Covid-19 constitui um grande desafio  para o sistema de saúde, não somente pela demanda acrescentada aos serviços, mas também pelo stress, as incertezas,  no devir pela ansiedade e depressão que atormenta grande parte dos angolanos.

Sílvia Lutucuta realçou  a vulnerabilidade que se acentua nos profissionais de saúde e os mais expostos como  idosos e  pessoas com condições de saúde preexistentes,  pelo que se impõe reforçar a humanização em serviço, criando um ambiente de compreensão, amor e generosidade.

“É enorme o desafio para o país que deve ser encarado com forte união e com determinação”, disse.

Adiantou que quando ultrapassadas à pandemia e a crise por ela provocada, o país estará  mais forte, com enorme aprendizagem.

A propósito, o director clínico do hospital Sanatório, Damião Vitoriano, disse que a instituição tem os seus desafios quanto a humanização, por ser de âmbito nacional.

“ Enquanto hospital, temos feito o nosso melhor para atender os pacientes e familiares com qualidade, apontando na formação dos técnicos e na interacção com os utentes”, referiu.

Salientou que o Sanatório é uma unidade de nível nacional e por norma os doentes não podem sair de casa e ir directamente ao hospital nacional, logo há demora no atendimento devido o afluxo.

Daí, avançou, o trabalho com os hospitais municipais para que os pacientes que vivem na periferia sejam atendidos lá e sejam referenciados nas instituições nacionais para que não haja morosidade no atendimento.

Damião Vitoriano disse que nesta altura estão em um espaço improvisado com 182 camas contra as 167 anteriores, mas que nos próximos meses a questão será resolvida com as novas instalações.

Congratulou-se com o lançamento da plataforma digital, que servirá para que os utentes não se desloquem as unidades, mas possam marcar suas consultas por meio da internet.

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