Ministra da Saúde desencoraja ajuntamentos para evitar nova vaga em Janeiro

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A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, alertou a população para não hesitar no cumprimento das medidas de prevenção, prevendo-se um possível aumento de casos de coronavírus em Janeiro do próximo ano, por causa dos ajuntamentos ocorridos dias antes do Natal.

Em declarações à imprensa, no final de uma visita realizada aos principais hospitais de diagnóstico e tratamento da Covid-19, a ministra reconheceu o empenho dos profissionais da saúde e admitiu que o país já tinha notificado alguma desaceleração nas últimas semanas, mas o aglomerado de pessoas nesta quadra festiva preocupa as autoridades sanitárias.

Ao pedir que as crianças e jovens devem evitar deslocar-se no Natal a casa de familiares idosos, por serem, na sua maioria, assintomáticos, a governante afirmou que esta quadra festiva é diferente e a população deve evitar, no máximo, encontros familiares.

O Ministério da Saúde reforçou, nesta altura, as equipas de monitoramento dos pacientes ao domicílio e internados nos hospitais. “Quem vier de fora, mesmo que tenha resultado negativo, deve cumprir a quarentena domiciliar, no mínimo, sete dias”, indicou, dizendo que as condições estão a ser criadas para que as pessoas façam testes de Covid-19 junto da sua área de residência.

A ministra lembrou que, em Outubro, os centros de tratamento estavam a ficar sem camas, daí a preocupação do sector para que as pessoas cumpram as medidas de prevenção, sobretudo nestes últimos dias do ano. Sílvia Lutucuta, que iniciou a ronda no Hospital do Prenda, assegurou que aquela unidade é referência no tratamento da Covid-19, porque, desde o primeiro momento, criou todas as condições para tratar os pacientes.

Tal como nas demais unidades, a titular da Saúde encorajou as equipas médicas e ofereceu um almoço de confraternização aos funcionários. A governante reiterou que a Covid-19 causou um impacto negativo do ponto de vista económico e social, e realçou que foi graças ao pessoal da linha da frente que o país não notificou números devastadores. “Ainda não temos tratamento, mas a vacina chega em Fevereiro do próximo ano”, recordou.

“Estamos a consentir o vosso sacrifício para o bem precioso que é a vida”, disse a ministra aos trabalhadores administrativos, enfermeiros e médicos. Lutucuta visitou o Centro de Diagnóstico Laboratorial de Viana, Hospital de Campanha de Viana e Centro de Tratamento da Covid-19 da Clínica Girassol, no Km 27.

Ladeada pelos secretários de Estado da Saúde, Sílvia Lutucuta afirmou que só com o trabalho de equipa vai ser possível combater a Covid-19. “O facto de os vossos familiares consentirem a vossa ausência por longos dias, é sinal de amor ao próximo”, disse, apresentando um sentimento de gratidão extensivo a todos os funcionários do sector que, desde Março, combatem a Covid-19.

No Centro de Diagnóstico Laboratorial de Viana, Sílvia Lutucuta reconheceu o empenho dos técnicos que têm garantido a melhoria dos dados estatísticos. Insistindo no sacrifício consentido pelas famílias, sublinhou que o ano é desafiante e “para aqueles que são cristãos vão, de certeza, orar muito para que o próximo ano seja melhor”.

Referiu que o sector tem desafios e, para tal, deve trabalhar para a redução da mortalidade materna-infantil, combate às doenças diarreicas e melhorar a assistência médica. “Os números que temos dependeram de vocês e vamos trabalhar em equipa para salvar vidas”, disse aos técnicos do laboratório.

No centro de tratamento de Viana, a ministra foi recebida pelo secretário de Estado da Defesa, general Domingos André. Lutucuta  disse que a erradicação da doença passa pelo trabalho de equipa. “Tivemos um ano bastante difícil, mas temos a colaboração das FAA e da Polícia Nacional no combate à pandemia”, afirmou, avançando que se deve continuar a desenvolver uma assistência humanizada.

A ministra incentivou, mais uma vez, o uso da máscara e lavagem das mãos, bem como o distanciamento físico, admitindo ser necessário cumprir as medidas de prevenção pra se evitar uma segunda vaga da doença, que pode causar um impacto mais negativo no país.

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