Ministra da Saúde apresenta desafios do sector na ONU

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A governante discursava na Reunião de Alto Nível das Nações Unidas, destinada a debater acções para atender às necessidades de saúde de todos no mundo, em particular na região africana em que Angola se insere.

Indicou que o sector procura assegurar a equidade para melhorar os mecanismos de gestão e responsabilização.

Em relação à cobertura universal da saúde da ONU, Sílvia Lutucuta admitiu que Angola, tal como os demais países em desenvolvimento, apesar dos ganhos alcançados na última década na redução da mortalidade materna e infantil e aumento da esperança de vida, ainda enfrenta várias doenças transmissíveis, mal nutrição e a ocorrência de surtos epidérmicos.

Fez saber que o Governo está a imprimir reformas na administração do Estado, no âmbito das autarquias, para prestar melhores serviços de saúde à população.

Indicou que o Governo realizou investimentos em infra-estruturas e capital humano, com a contratação de nove mil profissionais da saúde para às áreas rurais e periurbanas e contratou 2400 agentes comunitários e sanitários.

Segundo a governante, o país desenvolveu um sistema de compras agrupadas de medicamentos, tendo sido possível poupar cerca de 66 por cento dos fundos atribuídos no concurso público de 2018 e 78 por cento no concurso de 2019.

Fez saber que foram também feitos investimentos para a introdução de novas tecnologias, nomeadamente em equipamentos de cadeia de frio de nova geração, aparelhos de GeneXpert, plataformas para a melhoria da gestão da cadeia de logística e telemedicina e a telesaúde.

A isenção de taxas aduaneiras na importação de medicamentos e produtos médicos e açucarados constituem igualmente uma parte das medidas que o país vem tomando, adiantou.

Ressaltou que o governo está a envidar esforços para a curto e médio-prazos aumentar o orçamento para o sector da saúde, de forma a assegurar o direito à saúde a toda a população até 2030.  

Reconheceu que o acesso da população aos serviços de saúde é ainda ínfimo, permanecendo barreiras geográficas, económicas, sócio culturais e de organização que impedem as pessoas, principalmente das áreas rurais e periurbanas a realizarem plenamente os serviços de saúde existentes.

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