Ministério determina encerramento de sistema de água

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O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, orientou, no município do Camucuio, que seja vedado o novo sistema de captação e distribuição de água à população, para que a qualidade da mesma seja testada em laboratório.

João Baptista Borges, que trabalhou durante dois dias na província do Namibe, constatou que a água consumida pelos habitantes daquele município é considerada de má qualidade para  consumo humano. O administrador municipal do Camucuio, Caíta Cavaco, confirmou que a água proveniente da captação não é apropriada para o consumo, confecção de alimentos e higiene pessoal. “Vamos cumprir as orientações deixadas pelo ministro, que passam por vedar a captação, avaliar o teor de sanidade da área e aguardar pelos resultados das amostras laboratoriais”, disse. Neste momento, os habitantes consomem água dos antigos furos.
O munícipe José Manuel garantiu que a água proveniente da captação não é boa nem para a higiene pessoal. “Depois de banharmos com a água, ficamos totalmente esbranquiçados e precisa-mos de usar muito creme da pele”, referiu.
No município do Camucuio, o ministro João Baptista Borges visitou as obras de reforço do sistema de abastecimento de água, a cargo da empresa CMEC, com prazo de execução de 36 meses, avaliadas em USD 9.747.556,42.
O sistema tem como principais componentes furos de 100 metros cúbicos, adução de água bruta, conduta de água tratada, reservatórios apoiados, rede de distribuição com 12,9 quilómetros de extensão, 271 ligações domiciliares, 281 ligações por torneiras de quintal, sete chafarizes, uma lavandaria, captação de água, casa de máquinas e oito furos de água.
No município da Bibala, 1.700 ligações domiciliares foram feitas com sucesso que, com os chafarizes erguidos, vão permitir que mais de 14 mil pessoas beneficiem brevemente de água de qualidade e barata, sem necessidade de bombeamento e de consumo de energia eléctrica.
De acordo com o ministro João Baptista Borges, é o maior projecto de abastecimento de água na localidade, que se vai estender à periferia. “Para além do que está feito, há um trabalho de reforço das cobranças, já com o suporte da Empresa de Águas do Namibe, para que haja bons resultados na actividade comercial”, disse.

Fonte: JA/BA

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