Mini-Cimeira de Chefes de Estado debate situação na RCA

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A capital angolana (Luanda) acolhe esta sexta-feira uma mini-cimeira de Chefes de Estado para debater questões de segurança relacionadas com a República Centro Africana (RCA), informou hoje fonte oficial.

Numa iniciativa do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, na sua qualidade de Presidente em Exercício da Conferência Internacional dos Grandes Lagos (CIRGL), o evento terá como participantes a RCA, Congo, Rwanda, Tchad e Sudão, incluindo Angola, como anfitriã.

Segundo uma nota de imprensa da Secretaria para os assuntos de Comunicação Institucional e Imprensa do Presidente da República, a reunião de alto nível contará com a presença dos Presidentes dos referidos países ou de seus representantes.

A CIRGL tem como objectivo resolver questões de paz e segurança, após os conflitos políticos que assolaram a região, em 1994.

São membros da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, além de Angola, o Burundi, a República Democrática do Congo, República Centro Africana, Rwanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e República do Congo.

Angola substitui a República do Congo na presidência rotativa, por dois anos.

Cenário político-militar na RCA

Desde o golpe de Estado, perpetrado pelo grupo “Seleka“, que conduziu à queda de François Bozizė, ex-Presidente centro-africano, o país está mergulhado numa situação de insegurança crescente.

As populações estão a ser obrigadas a deixar as suas aldeias em consequência dos violentos confrontos de carácter étnico e religioso.

Desde Dezembro de 2020, cerca de 60 mil cidadãos fugiram da violência, que assola a RCA, buscando refúgio nos países fronteiriços, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados.

O actual Chefe de Estado, Faustin-Archange Touadéra, venceu as presidenciais de 27 de Dezembro último, com 53,16 por cento dos  votos, contra 21,69% do seu principal adversário, o antigo primeiro-ministro, Anicet Georges Dologuéle.

A eleição decorreu num contexto de insegurança. Dez dias antes do pleito eleitoral seis dos mais poderosos grupos armados da RCA, aliaram-se à Coligação dos Patriotas para a Mudança.

Estes grupos armados controlam dois terços do país, e a maioria apoia o antigo Presidente François Bozizė, cuja candidatura foi invalidada.

A 19 de Janeiro, lançaram uma nova ofensiva militar em direcção à capital Bangui, para impedir a reeleição do Presidente Toadera e a realização das eleições.

O ataque foi repelido pelas tropas centro-africanas, com o apoio de cerca de 12 mil capacetes azuis da Minusca, Força de Manutenção de Paz da ONU e de paramilitares russos.

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