Menor na Huila fica sem órgão genital

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Um menor de dois anos de idade viu ser amputado o órgão genital durante uma tentativa de circuncisão efectuada pelo progenitor, no município da Humpata, província da Huíla.

Após o incidente, a criança foi de imediato encaminhada ao hospital central do Lubango, onde está internada.

Em declarações à Angop, o médico urologista  Raciel Pedangulo informou que o estado da criança inspira cuidados, adiantando que está a ser preparada uma cirurgia para evitar males maiores, pois uma das complexidades da amputação traumática do pênis é a fibrose da uretra se fechar.

“Como é lógico a pele tende a cicatrizar. Começa a fechar a uretra e dificulta o processo de urina da criança, por isso temos de levá-lo ao bloco operatório”, reforçou o especialista.

Por sua vez o jurista Domingos Joaquim diz tratar-se de um crime que fere a integridade física, estando-se presente de uma ofensa corporal.

A circuncisão é um procedimento cirúrgico frequente realizado em crianças. Consiste na remoção do prepúcio ( pele que recobre a cabeça do pénis) e tem como benefícios a redução das infecções urinárias, do pénis, cancro  peniano e do colo do útero nas parceiras, redução das doenças sexualmente transmissíveis. Quando mal executado, o procedimento  pode causar a perda de sensibilidade.

É um procedimento que no país normalmente ocorre no período de cacimbo, mas que nem sempre os resultados são os esperados.

Dados da polícia indicam que nos últimos dois anos foram detidos seis falsos enfermeiros que efectuaram tal operação e que resultaram em danos irreversíveis aos menores.

Fonte: Angop/LD

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