Menino cubano de 14 anos morre após cirurgia para remover tumor facial gigantesco

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Emanuel Zayas, um cubano de apenas 14 anos, nasceu com uma condição chamada Displasia Fibrosa Poliostótica, que substituiu parte dos tecidos do corpo por ossos, causando deformidades em suas pernas, braços e crânio.

Ele morreu na última sexta-feira (19) após passar por uma cirurgia para a remoção de um grande tumor em seu rosto. Embora o procedimento tenha ocorrido com sucesso, o menino sofria de insuficiência renal e pulmonar. Ele teria viajado de Cuba até Miami, nos EUA, com um visto médico para passar pelo procedimento que salvaria sua vida, uma vez que o tumor estava crescendo ao ponto de lhe sufocar ou quebrar o pescoço.

Segundo o cirurgião-chefe do caso, Dr. Robert Max, da University of Miami Health, que há três meses descobriu o caso de Emanuel e resolveu ajudá-lo, a cirurgia era esperada melhorar a visão da criança, vias aéreas e capacidade de comer. No entanto, “aparentemente, o estresse fisiológico da cirurgia foi demais para superar sua anatomia comprometida”.

Ele acrescentou que os dois maiores riscos da cirurgia eram de sangramento e comprometimento das vias aéreas de Emanuel. Logo, as falhas de pulmão e nos rins foram complicações inesperadas.

Embora o tumor não fosse cancerígeno, ele ameaçava a vida do menino porque, se continuasse a crescer, o sufocaria e quebraria seu pescoço. A criança só era capaz de respirar pela boca e estava desnutrida, uma vez que o processo de mastigação era muito complicado. Além disso, o tumor permitia que só olhasse para cima e lado.

Emanuel começou a manifestar sinais da condição aos dois anos de vida, quando suas pernas e braços começaram a se curvar para fora. Os médicos em Cuba conseguiram controlar os sintomas até os nove anos, quando seu crânio começou a se deformar.

Assim, nos últimos três anos, os pais de Emanuel buscaram ajuda médica, ao passo em que o tumor crescia e consumia o seu rosto. Foi então que o Dr. Marx descobriu sobre o caso, e decidiu doar se tempo e habilidade para tentar curá-lo.

É verdadeiramente um milagre de Deus que suas fotos acabaram nas mãos do Dr. Marx. Estou tão agradecida por ele aceitar o caso”, disse a mãe de Emanuel, Melvis Vizcaino. O médico é um dos poucos nos EUA especializados na operação de tumores maciços. Após a cirurgia de remoção, ele ainda planejava ajudar a criança com mais algumas operações de reconstrução facial. No entanto, foi surpreendido por sua morte.

O que é a Displasia Fibrosa Poliostótica?

Segundo a Mayo Clinic, trata-se de um distúrbio ósseo incomum em que o tecido cicatricial (fibroso) se desenvolve no lugar dos ossos. Este crescimento irregular do tecido pode enfraquecer o osso afetado e causar deformações ou fraturas. Ele pode afetar múltiplos ossos e não há cura para o transtorno. O tratamento, que pode incluir cirurgia, é focado no alívio da dor e reparação ou estabilização dos ossos.

As pessoas que têm mais de um osso afetado normalmente desenvolvem sintomas antes dos 10 anos de idade, incluindo dor óssea, inchaço, deformidades, fraturas ósseas, curvatura dos ossos das pernas.

Fonte: Jornal Ciência/BA

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