Medidas contra Guaidó podem subir a tensão

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“A União Europeia (UE) salienta a convicção de que a solução para a crise multidimensional da Venezuela só pode ser política, democrática e pacífica”, indicou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, em declaração em nome dos países-membros.

Para Mogherini, “qualquer medida que ponha em risco a liberdade, segurança ou a integridade pessoal de Juan Guaidó vai representar uma grande escalada na tensão e merecer uma firme condenação da comunidade internacional”.
Mogherini recordou que os membros da Assembleia Nacional, a que Guaidó preside, “gozam de imunidade, nos termos da Constituição, que deve ser respeitada”.
A chefe da diplomacia europeia insistiu que a UE vai continuar a seguir “de perto” os acontecimentos na Venezuela em cooperação com os membros do Grupo de Contacto Internacional, no qual participam países europeus e latino-americanos, bem como parceiros regionais e internacionais.
Guaidó chegou ontem ao Equador, depois de ter deixado Caracas no fim- de- semana passado com destino à Colômbia, junto à fronteira com a Venezuela, para participar num concerto a favor dos venezuelanos e na entrega de ajuda humanitária.
O líder da oposição venezuelana também esteve no Brasil e na Argentina.
Guaidó autoproclamou-se Presidente interino da Venezuela em 23 de Janeiro evocando a Constituição e foi apoiado por meia centena de países.

Rússia condena ingerência
O chefe da diplomacia russa, Sergueï Lavrov, condenou ontem em conversa com homólogo norte-americano, Mike Pompeo, a “ingerência flagrante” dos Estados Unidos na Venezuela.

Fonte: JA/BA

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