Médicos ameaçam paralisar actividade em Março

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O secretário do sindicato dos médicos em Benguela, Edgar Bucassa, revelou este sábado que os seus filiados vão analisar em Assembleia-Geral a possibilidade de cruzarem os braços por tempo indeterminado, no próximo mês. Para o sindicalista, os interesses da classe que representa não estão a ser salvaguardados por quem tem responsabilidade. Edgar Bucassa dá conta de que já deu entrada de um Caderno Reivindicativo no departamento ministerial e, por essa razão, prevê-se uma reunião em Março deste ano, onde possivelmente, caso o Ministério não responda os pontos constantes no documento, decretar-se-á uma greve por tempo indeterminado.

A aderência de dezenas de médicos que trabalham nesta província, à semelhança dos seus colegas de outras províncias, a marcha pela melhoria das condições de vida da classe médica e o repudio ao último concurso público realizado pelo Ministério de tutela, liderado por Sílvia Lutukuta, foi outro assunto abordado pelo nosso interlocutor. Esclareceu que os médicos pedem mais respeito. O médico Edgar Bucassa reiterou que o concurso público não pode ser factor para aferir a qualificação de um médico que ficou 6 a 7 anos na academia a absorver conhecimentos técnico-científicos.

“O enquadramento devia ser apenas documental e não por prova”, considerou Apesar da posição do sindicalista, o Ministério da Saúde prevê ainda, de acordo com a sua titular, realizar mais um concurso público, dada a taxa de reprovação registada, visando o preenchimento de mais de 800 vagas. “Temos de olhar para todas as classes, temos os médicos, os enfermeiros. Quando é feito o concurso público, os resultados são públicos”, declarou a titular do pelouro da Saúde, aquando da apresentação do balanço do referido concurso. Edgar Bucassa disse que os pronunciamentos de Sílvia Lutukuta motivaram acções de desrespeito à classe médica por parte de segmentos sociais. “Depois do pronunciamento do Ministério, vieram a público algumas frases negativas como, por exemplo, `os médicos compram certificados´, `os médicos são carniceiros…´”, lamentou.

Fonte: JoPaís/LD

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