Mbanza Kongo terá novo aeroporto

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A cidade de Mbanza Kongo, na província do Zaire, terá um novo aeroporto, no quadro das recomendações da UNESCO sobre o seu dossiê como Património Mundial da Humanidade, informou esta quinta-feira fonte oficial.

O novo aeroporto, cujos trabalhos já tiveram inicio, no âmbito do Programa de Investimentos Públicos (PIP), está ser erguido na comuna de Kiende, a 33 quilómetros de Mbanza Kongo.

A informação foi avançada esta quinta-feira, em Luanda, pelo governador Pedro Makita, no final da II Reunião da Comissão Nacional Multissectorial para a Salvaguarda do Património Cultural Mundial, orientada pelo vice-presidente da República, Bornito de Sousa.

As autoridades da província  do Zaire estão a mobilizar igualmente empresários nacionais e internacionais para investirem no sector hoteleiro na região. As estradas Luanda-Mbanza Kongo e Nzeto-Soyo beneficiaram também de um novo tapete asfáltico.

Reabilitação de monumentos históricos

O Ministério da Cultura identificou uma lista de monumentos históricos do país, cuja   reabilitação já foi aprovada, no âmbito do Programa de Investimentos Públicos (PIP).

Trata-se das fortalezas de São Pedro da Barra (Luanda), de São Nicolau (Namibe), da Catumbela, em Benguela, da cadeia de Missombo (Cuando Cubango), da Vila Histórica de Massangano, o cemitério dos Ngola em Malanje e o Museu de Arqueologia de Benguela.

Segundo a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, estão também inscritos no PIP de 2019, a construção do memorial da Baixa de Cassanje, o memorial do Ebo, bem  e o da Batalha de Ambuila.

Pesquisas do ADN da diáspora africana

Na referida reunião foi também abordada  a  questão do prosseguimento dos estudos científicos  sobre à pesquisa do ADN,  para que a diáspora africana, sobretudo a das Américas, encontre a sua árvore genealógica, em Angola  (estudo da genealogia,  com base nas suas origens em alguns países de África, incluindo de Angola, durante o tráfico de escravos).

Segundo Carolina Cerqueira, dos 12 milhões de escravos que saíram das costas de África para as Américas a maioria era de Angola.

Disse haver este interesse histórico e também económico, para que se possa descobrir esse roteiro e identificar-se com a diáspora, respondendo assim ao apelo da UNESCO para que o próximo decénio seja da “Diáspora no Mundo”.

Fonte: Angop / EB

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