Maka”sobre feitos de António Jacinto

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A vida e obra do poeta e nacionalista António Jacinto são recordados, amanhã, a partir das 17h00, na sede da União dos Escritores Angolanos (UEA), durante uma homenagem feita por familiares, amigos e companheiros de trincheira, na habitual “Maka à Quarta-feira”.

O objectivo desta iniciativa da UEA é também promover e divulgar mais os feitos do escritor em prol da literatura angolana, assim como destacar a importância e o impacto que teve na criação de uma nova temática literária.
A “Maka à Quarta-feira”, que tem como prelectora a escritora e antropóloga Ana Maria de Oliveira, é realizada sob o lema “António Jacinto e a luta pela valorização do nacionalismo angolano.”
A actividade, explica Pombal Maria, responsável pelos eventos culturais da UEA, tem também como finalidade celebrar o 95º aniversário natalício do poeta, ocorrido no sábado, dia 28 de Setembro.
Além de servir para mostrar a dimensão cultural do poeta, a “maka” vai incluir depoimentos de amigos e familiares, sobre a vida de António Jacinto.
Entre os intervenientes desta edição da “Maka” constam também o escritor Kudijimbi, companheiro de António Jacinto, no Centro de Instrução Revolucionária do MPLA, na República do Congo Brazzaville, que vai contar feitos do homenageado como guerrilheiro. Outros intervenientes convidados são Maria José Amaral Martins, Irene Guerra Marques, Arnaldo Santos, Boaventura Cardoso, Eufrazina Maiato, Josefa Chaves, Margarida Almeida e António Fonseca.
A vertente artística também consta do programa da “maka” e ganha vida através do grupo musical Raízes e da declamação de poemas por António Fonseca, António Gonçalves e Kudijimbi.
Para Pombal Maria, esta edição da “maka” deve ser mais virada aos estudantes, do ensino médio e universitário, que ainda desconhecem muito sobre a vida de António Jacinto, não só como poeta, mas também como nacionalista.

O autor
António Jacinto nasceu a 28 de Setembro de 1924, em Luanda, e morreu no dia 23 de Junho de 1991, em Lisboa. Ao longo da vida, usou também o pseudónimo literário de Orlando Távora, para assinar alguns contos. Fez o curso do liceu em Luanda e trabalhou como empregado de escritório. Esteve preso por actividades políticas, de 1962 a 1972, e passou a maior parte do tempo no Campo de Concentração de Tarrafal, em Cabo Verde.
Além de escritor, foi ministro da Cultura (1975-78) e membro do Comité Central do MPLA. Antes participou em diversas actividades literárias na Sociedade Cultural de Angola, o Movimento dos Novos Intelectuais de Angola, e a revista “Mensagem”. Colaborou em vários jornais e revistas como o “Jornal de Angola”, da Anangola.
Membro fundador da UEA, foi galardoado com os prémios Lotus, em 1979, Nacional de Literatura, em 1987, o Noma e a Ordem Félix Varela de 1ª Classe, do Conselho de Estado da República de Cuba.

Fonte: JA/JS

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