Mais de duas mil confissões religiosas ilegais encerradas no país

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Mais de duas mil confissões religiosas ilegais e centenas de lugares e sítios de culto que funcionavam fora das normas estabelecidas foram encerradas no país, anunciou, nesta segunda-feira, em Caxito, província do Bengo, a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira.

A ministra, que falava na sessão de abertura do VII Conselho Consultivo Alargado do sector, afirmou que nos últimos 12 meses se registaram progressos em matéria de definição do papel das congregações religiosas, seja no quadro da espiritualidade, seja no domínio social e legal.

Com a aprovação e a recente publicação em Diário da Republica da Lei da Liberdade de Religião, Crença e Cultura, afirmou, o Estado passou a assumir o seu papel definidor da acção destas congregações, separando as que exercem realmente uma acção social forte das que mais se assemelhavam a empresas com rótulo religioso.

A ministra advogou a necessidade de se acompanhar mais de perto a acção das congregações religiosas, de modo a que as populações deixem de ser ludibriadas por falsos profetas que vendem ilusões a troco de dinheiro ou de outros favores. “As congregações religiosas, sem excepção, precisam de ser importantes parceiros do Estado, no quadro da execução de políticas públicas sociais”, reforçou Carolina Cerqueira.

O país conta com cerca de 80 igrejas legalizadas e que exercem a sua actividade por todas às províncias.

Durante os dias 27 e 28, os membros do Conselho Consultivo Alargado vão analisar o programa de acções do sector cultural incluído no Plano Nacional de Desenvolvimento 2018-2022, os programas ligados a valorização e dinamização do património histórico-cultural, os projectos de candidaturas do Cuito Cuanavale e do Corredor do Kwanza na lista do património mundial.

Sob orientação da ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, os agentes culturais vão igualmente passar em revista aspectos ligados aos programas de fomento das artes e das indústrias culturais e criativas, a diplomacia cultural, programas culturais provinciais, municipais e locais.

A agenda inclui também abordagem sobre o III encontro nacional das autoridades tradicionais, o Festival Internacional do Kongo (FestiKongo), a Bienal de Luanda-Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, o programa de implementação do Direito de Autor&Arrecadação de Receitas, bem como o fenómeno religioso.

Visitas a barragem das Mabubas, ao local Turístico Açude e ao Turismo Agro preenchem a agenda de trabalho que vai levar a Caxito agentes culturais do país.

Fonte: Angop/LD

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