Mais de 60 países bloquearam o acesso às redes sociais desde 2015

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Desde 2015, cerca de 62 países em todo o mundo bloquearam ou restringiram fortemente o acesso às médias sociais de forma permanente ou esporádica. Este é o resultado de um estudo sobre a censura de redes sociais, realizado pela empresa de segurança e privacidade online Surfshark.

Do total de 185 nações analisadas no estudo, seis estão bloqueando o acesso a redes sociais digitais e aplicativos de comunicação atualmente, todas na Ásia. Na China, Coreia do Norte e Irã, são principalmente as redes sociais estrangeiras, como Twitter e Facebook, que estão bloqueadas. Deve-se observar que a China tem seu próprio ecossistema nacional de média social e aplicativos de comunicação. O Catar e os Emirados Árabes Unidos restringem o uso de chamadas VoIP (chamadas usando uma conexão de Internet).

Enquanto na Europa Ocidental não há registo de proibições de médias sociais, o leste do continente tem quatro países onde ocorreram bloqueios no passado: Rússia, Bielorrússia, Ucrânia e Montenegro. Em relação à América Latina, o estudo destaca que a Venezuela bloqueou plataformas de média social pelo menos doze vezes em 2019, enquanto o Equador bloqueou Facebook, Twitter e WhatsApp naquele ano também. O bloqueio do WhatsApp em 2016 no Brasil e do Skype em 2017 em Cuba também constam do estudo.

De acordo com analistas, essas restrições costumam estar vinculadas a governos não democráticos. Consequentemente, os países africanos e asiáticos são os que mais restringem o acesso nos últimos seis anos. No entanto, na maioria dos casos, as restrições são temporárias. Casos recentes de censura incluem a interrupção das redes sociais digitais em Cuba durante os protestos de apoio ao Movimento San Isidro em Havana em 30 de novembro de 2020 ou a interrupção da Internet na Rússia em 23 de janeiro durante os protestos contra o Kremlin.

Fonte: https://es.statista.com/grafico

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